Madrid, 4 de Julho de 2005
Madrid, 3 e 4 de Julho de 2005
Caros todos:
Mais uns dias e mais algumas notícias e impressões. Desta vez começo com um relato dos dias emPortugal, onde estive na semana anterior. Só depois adiciono algumas mais impressões da minhaestadia na cabital espanhola.
*Viagem a Portugal: Estive em Portugal desde 23 a 26 de Junho, inclusive. Voltei a efectuar a viagem de comboio, mas desta vez numa cama e não sentado. É preferível, pois pode-se dormir mais tempo, e em melhor posição.Recomendo a todos que quiserem efectuar esta viagem. Como contei a alguns, os objectivos da viagem eram vários: ir trabalhar no concurso PadreHimalaya, buscar livros e papeis esquecidos, tentar arranjar o meu portátil, e tentar fugir ao calor abrasador que se estava a viver em Madrid.
Assim sendo:
-Papeis: quando vim da Alemanha, os documentos e livros acumulados durante os oito meses passados por essas terras amontovam-se inoxeravelmente nas estantes do meu pequeno armário. Uma selecção drástica fez reduzir para menos de metade a quantidade de papel a trazer, e uma pilha informe para levar para a reciclagem. Infelizmente, contando com os restantes livros, dossiers, lâmpadas, CDs e outros variados objectos, percebi que o volume das minhas duas malas (!) não seria suficiente.
Assim, efectuei uma selecção de objectos (maioritariamente papeis, devido à sua massa volúmica elevada), meti-os em duas caixas e envia-os para Lisboa por correio, para não ter que pagar uma bruta sobretaxa no aeroporto - e isto supondo que mas deixariam levar, em adição a uma mochila, um saco de viagem cheio e um computador portátil. No entanto, parece que os correios alemães não são tão eficientes quanto isso: passaram umas três semanas até que as duas caixas estivessem disponíveis na estação de correios de Lisboa. Neles vinham a maioria (praticamente todos) os meus apontamentos e CDs de informação e material. Foi isso que fui buscar. A mala que levei, quase vazia na ida, gemia agora com o esforço de levar uns bons quilos a mais.
Computador:
Desde já quero novamente agradecer as informações e ajudas práticas de todos vós, para a resolução do meu problema de spyware. Todavia, apesar de todo o material carregado e copiado, o dito programa teimava em não desaparecer completamente, e o meu computador teimava em me enviar repetidas mensagens de "O seu computador tem um vírus! Alerta nuclear! Descarregue o software necessário! Alerta de guerra biológica! Actualize o seu anti-vírus!" etc, etc, sempre que abria um programa tão absolutamente perigoso como o solitário. Acabei por me fartar e decidir formataro disco.
Para o formatar comecei por tentar utilizar dois discos de S.O. fornecidos por amigos a quem muito agradeço (e que por razões óbvias não posso nomear aqui), mas que não funcionaram: aparentemente o meu computador apenas aceita os seus próprios discos originais, de fábrica, que acabei por usar em desespero de causa, e após gastar várias horas. Após a formatação, tratou-se de instalar osprograms básicos e menos básicos, actualizar a informação, etc. Infelizmente, precauções não tomadas fizeram-me perder alguma informação mais recente, mas espero puder reaver a mais importante em breve. Em todo o caso, agora estou com o computador já a funcionar mais ou menos normalmente.
*Concurso Padre Himalaya.
Nota: as informações mais gerais podem ser vistas no site da Sociedade Portuguesa de Energia Solar, ou no da Ciência Viva: http://www.spes.pt/ http://www.cienciaviva.pt/ (??)
Manuel António Gomes nasceu em Arcos de Valdevez em 1868, tendo estudado num seminário e sidoordenado padre em 1891. Devido à sua elevada estatura, tinha a alcunha de padre Himalaya. Foi umhomem de ciência, que desenvolveu trabalho em energia e concentração de energia solar para a obtenção de altas temperaturas. Entre outros objectivos, pretendia tentar a sintetização de azoto para a produção de fertilizantes em larga escala, para ajudar a agricultura. Uma das suas invenções obteve o grande prémio na Exposição Universal de St. Louis, em 1904: tratava-se de umconcentrador solar que podia obter temperaturas da ordem de 3500 ºC. Para além disso, foi tambémdefensor do desenvolvimento sustentável e da utilização em geral das energias renováveis, até àsua morte em 1933. [nota: mais informação pode ser encontrada no site da SPES ou na revista ENERGIA SOLAR, nº 54, Janeiro-Junho 2004]
A SPES organizou, em 2004, um concurso escolar a nível nacional, para a promoção da energiasolar. Isso voltou a acontecer este ano, desta vez com bastantes mais inscrições: 18 para a construção de um relógio solar; 21 equipes apara aconstrução de um forno solar; 63 (!!) equipespara a apresentação de um carrinho solar fotovoltaico (tinham estado 17 no ano passado); 23 paraa apresentação de sistema solar para aquecimento de água (infelizmente apenas 9 grupos apareceram).Houve mais duas divisões do que o ano passado: desenho de um edifício solar (escalão para universitários, 3 equipes inscritas), e um tema totalmente livre (23 inscrições).
Para mim, o trabalho do concurso começou no dia anterior, com uma reunião, no INETI, com algunsdos membros do júri e outros comissários, para discutir o que fazer e como. Depois disso a Ana Neves e eu estivemos a preparar algumas folhas de cálculo para futuras contas inevitáveis, que seteriam de efectuar no dia seguinte. Da minha experiência, quanto mais cedo se tratasse disso melhor. A pior parte do dia foi passada a olhar para o céu e a perguntar-nos se as nuvens aindaestariam presentes no dia seguinte. se iso acontecesse, podíamos dizer adeus ao concurso...
Todavia, o dia do evento, sábado, 25 de Junho, amanheceu com uma neblusidade esporádica que acabou por não afectar em muito a quantidade total de radiação. Posso dizer que tivemos muitasorte com o tempo, uma vez que fez sol exactamente no dia em que mais precisávamos dele, e uma abençoada frescura nos outros dias! O único problema disto foi que o valor de radiação teve deser medido continuamente (ou tanto quanto possível) para se puderem efectuar cálculos correctos. No terreno, em geral tudo bem, talvez melhor que no ano passado, pois já tínhamos mais experiência do que fazer e aconselhar. Tal como no ano passado, um grupo não trouxe um depósito deágua, que teve de ser improvisado. Tal como no ano passado, o concurso começou atrasado na partedos colectores, devido a problemas de última hora para montar, por algmas equipes (uma das equipeschegou um quarto de hora depois do tempo marcado para o início, e comsegui montar tudo em tempo recorde). Infelizmente, pelo menos três dos grupos tiveram probelmas com os seus equipamentos,pricipalmente fugas de água ou formação de bolhas de ar o cicuito primário. Isto levou à necessidade de arranjos de emergência e, na maioria dos casos, bastante perda de eficiência. Osmelhores resultados foram para quatro equipes, que partilharam uma menção honrosa e os trêsprimeiros lugares.
Depois da tensão do concurso, a receber, aconselhar, medir e controlar (tivemos de efectuardois grupos de medições para conseguir efectuá-las em tempo útil), e de os resultados estarem calculados, foi tempo de alguma descontração, ver uma das corridas entre os carrinhos fotovoltaicos, falar com velhos e novos conhecidos, e também falar com uma das equipes que tinhaapresentado o seu colector. Os membros estiveram a mostrar-me fotografias, ficheiros de desenho gráfico e filmes sobre a sua construção: tratou-se mesmo de um projecto semi-profissional. Tambémme mostraram o que tinham efectuado para o tema livre: um sistema solar térmico, mas com um seguidor montado, alimentado com um sistema fotovoltaico.
Quanto a recinto do concurso, que mais uma vez foi na EXPO: em geral, estava mais gente a circular e a ver, mas pouco tempo tive para apreciar o que quer que fosse nessa altura. Por fim foi a entrega de prémios. Estive a voltar a ver e falar com várias velhas amigas que apareceram inesperadamente. Por fim, após um discurso de despedida particularmente aborrecido, acabou o evento e houve as despedidas... Apenas me deixei ficar para passar um bom tempo no parquedas Nacoes, a descontrair-me... O dia estava calmo, com bom tempo, havia o silêncio do rio, tudotinha mais ou menos funcionado... E assim acabou para mim o dia do concurso Padre Himalaya 2005.
*Depois: Os dias seguintes pouco têm a relatar. Domingo estive fora de Lisboa, e na segunda-feira estive a maior parte do tempo a tentar ligar o computador de casa á internet, depois de o ter ido buscar do arranjo. Depois foi uma questão de apanhar o comboio de volta a Madrid... de volta ao trabalho...de volta ao calor... de volta durante mais um mês...!!
*Clima em Madrid: Creio que Espanha também beneficiou do relativo tempo clemente que esteve em Portugal desde 22 a 27 de Junho. Pelo menos o céu esteve mais coberto, a temperatura mais baixa e o ar menos pesado do que estavam quando me tinha ido. Todavia, desde esse dia que as condições se têm inoxeravelmente mudado novamente para ar mais quente, mais seco, sem vento para o tornar suportável.
Agora estão a ser afixados cartazes com conselhos para ajudar a proteger do calor: use chapéu,beba líquidos, mantenha a pele fresca, fique em lugar frescos. Há também anúncios a aparecer natelevisão, com o simples slogan: "Os fogos gratuitos não existem": isto é, existe sempre uma causa, e somos nós a causa, em geral. Por fim, um dos cabeçalhos do jornais de uns dias atrásera um suposto plano do governo espanhol para a divisão e racionamente de água e recursos, para este Verão, que não está a receber o apoio de todos. Por agora não tenho falta de água.
*Museus: A volta a Madrid significa voltar a poder usufruir desta cidade. Há perto de um mês, no meuprimeiro fim de semana aqui, pude apreciar a arte espanhola no Museu Rainha Sofia (gratuito aossábados à tarde). Entre outros quadros e esculturas de Dalí, Picasso e Miró, pude apreciar o "Guarnica". Não foi difícil encontrá-lo, dado do número de visitantes a olhá-lo e um vigilante colocado expressamente para o vigiar. Devo dizer que, visto ao pé, não parece fazer jus á famaque traz. E, no passado Domingo, voltei a disfarçar-me de turista e a vistar rapidamente o Museu do Prado. Digo rapidamente proque serão necessárias várias visitas apra o apreciar devidamente. Pude,todavia, dar uma visa de olhos rápida por pintura europeia do renascimento e Barroco. Entre osquadros pude ver as "Meninas", de Velazques. Soube também, mais tarde, que o nome português derivado facto de algumas das damas de companhia pintadas no quadro serem de origem portuguesa.
*Jornais gratuitos em Madrid Existem vários jornais gratuitos: "Metro", "24 Horas", "Qué!", "Ahora" (este vespertino). Os doisprimeiros são distribuidos por jovens à porta do metro, em geral. O "Quél está á disposição em grades perto de cafés e outro locais públicos. O "Ahora" é distribuído á tarde, em geral tambémperto do metro.
Estes jornais, em geral, são mais pequenos do que os pagos, com notícias mais curtas. Todavia cobrem os mesmos assuntos: nacional, política, sociedade, artes e cultura. Têm, em geral, também uma secção de opinião e publicam correio de leitores, O âmbito é nacional, menos o do "metro", que cobre sobretudo a área de Madrid. Como estes jornais não são pagos, e são tomados em geral de manhã, na ida para o trabalho, é um bom hábito lê-lo e depois deixá-lo no local (mas sem que seja considerado lixo), para outros também o lerem.
*Eleições para os Jogos Olímpicos de 2012 Madrid, Nova York, Londres, Paris e Moscovo estão em competição para serem a cidade anfitriã destes jogos. A decisão será tomada no próximo dia 6. Na televisão e no jornal multiplicam-se osprogramas e notícias para publicitar o acontecimento. Ignoro como é o ambiente nas outras cidades, mas aqui parece que Madrid já foi a escolhida (uhm...) e será a natural vencedora. Veremos...
E com este último registo me despeço. Espero que todos estejam bem. Mando abraços e beijossegundo o critério habitual. Para os que ainda não vão de férias e sofrem com o calor, informo que de certeza qu não estão melhor do que eu que tenho de esperar pelas duas da madrugada para puder sair á rua sem suar.
Caros todos:
Mais uns dias e mais algumas notícias e impressões. Desta vez começo com um relato dos dias emPortugal, onde estive na semana anterior. Só depois adiciono algumas mais impressões da minhaestadia na cabital espanhola.
*Viagem a Portugal: Estive em Portugal desde 23 a 26 de Junho, inclusive. Voltei a efectuar a viagem de comboio, mas desta vez numa cama e não sentado. É preferível, pois pode-se dormir mais tempo, e em melhor posição.Recomendo a todos que quiserem efectuar esta viagem. Como contei a alguns, os objectivos da viagem eram vários: ir trabalhar no concurso PadreHimalaya, buscar livros e papeis esquecidos, tentar arranjar o meu portátil, e tentar fugir ao calor abrasador que se estava a viver em Madrid.
Assim sendo:
-Papeis: quando vim da Alemanha, os documentos e livros acumulados durante os oito meses passados por essas terras amontovam-se inoxeravelmente nas estantes do meu pequeno armário. Uma selecção drástica fez reduzir para menos de metade a quantidade de papel a trazer, e uma pilha informe para levar para a reciclagem. Infelizmente, contando com os restantes livros, dossiers, lâmpadas, CDs e outros variados objectos, percebi que o volume das minhas duas malas (!) não seria suficiente.
Assim, efectuei uma selecção de objectos (maioritariamente papeis, devido à sua massa volúmica elevada), meti-os em duas caixas e envia-os para Lisboa por correio, para não ter que pagar uma bruta sobretaxa no aeroporto - e isto supondo que mas deixariam levar, em adição a uma mochila, um saco de viagem cheio e um computador portátil. No entanto, parece que os correios alemães não são tão eficientes quanto isso: passaram umas três semanas até que as duas caixas estivessem disponíveis na estação de correios de Lisboa. Neles vinham a maioria (praticamente todos) os meus apontamentos e CDs de informação e material. Foi isso que fui buscar. A mala que levei, quase vazia na ida, gemia agora com o esforço de levar uns bons quilos a mais.
Computador:
Desde já quero novamente agradecer as informações e ajudas práticas de todos vós, para a resolução do meu problema de spyware. Todavia, apesar de todo o material carregado e copiado, o dito programa teimava em não desaparecer completamente, e o meu computador teimava em me enviar repetidas mensagens de "O seu computador tem um vírus! Alerta nuclear! Descarregue o software necessário! Alerta de guerra biológica! Actualize o seu anti-vírus!" etc, etc, sempre que abria um programa tão absolutamente perigoso como o solitário. Acabei por me fartar e decidir formataro disco.
Para o formatar comecei por tentar utilizar dois discos de S.O. fornecidos por amigos a quem muito agradeço (e que por razões óbvias não posso nomear aqui), mas que não funcionaram: aparentemente o meu computador apenas aceita os seus próprios discos originais, de fábrica, que acabei por usar em desespero de causa, e após gastar várias horas. Após a formatação, tratou-se de instalar osprograms básicos e menos básicos, actualizar a informação, etc. Infelizmente, precauções não tomadas fizeram-me perder alguma informação mais recente, mas espero puder reaver a mais importante em breve. Em todo o caso, agora estou com o computador já a funcionar mais ou menos normalmente.
*Concurso Padre Himalaya.
Nota: as informações mais gerais podem ser vistas no site da Sociedade Portuguesa de Energia Solar, ou no da Ciência Viva: http://www.spes.pt/ http://www.cienciaviva.pt/ (??)
Manuel António Gomes nasceu em Arcos de Valdevez em 1868, tendo estudado num seminário e sidoordenado padre em 1891. Devido à sua elevada estatura, tinha a alcunha de padre Himalaya. Foi umhomem de ciência, que desenvolveu trabalho em energia e concentração de energia solar para a obtenção de altas temperaturas. Entre outros objectivos, pretendia tentar a sintetização de azoto para a produção de fertilizantes em larga escala, para ajudar a agricultura. Uma das suas invenções obteve o grande prémio na Exposição Universal de St. Louis, em 1904: tratava-se de umconcentrador solar que podia obter temperaturas da ordem de 3500 ºC. Para além disso, foi tambémdefensor do desenvolvimento sustentável e da utilização em geral das energias renováveis, até àsua morte em 1933. [nota: mais informação pode ser encontrada no site da SPES ou na revista ENERGIA SOLAR, nº 54, Janeiro-Junho 2004]
A SPES organizou, em 2004, um concurso escolar a nível nacional, para a promoção da energiasolar. Isso voltou a acontecer este ano, desta vez com bastantes mais inscrições: 18 para a construção de um relógio solar; 21 equipes apara aconstrução de um forno solar; 63 (!!) equipespara a apresentação de um carrinho solar fotovoltaico (tinham estado 17 no ano passado); 23 paraa apresentação de sistema solar para aquecimento de água (infelizmente apenas 9 grupos apareceram).Houve mais duas divisões do que o ano passado: desenho de um edifício solar (escalão para universitários, 3 equipes inscritas), e um tema totalmente livre (23 inscrições).
Para mim, o trabalho do concurso começou no dia anterior, com uma reunião, no INETI, com algunsdos membros do júri e outros comissários, para discutir o que fazer e como. Depois disso a Ana Neves e eu estivemos a preparar algumas folhas de cálculo para futuras contas inevitáveis, que seteriam de efectuar no dia seguinte. Da minha experiência, quanto mais cedo se tratasse disso melhor. A pior parte do dia foi passada a olhar para o céu e a perguntar-nos se as nuvens aindaestariam presentes no dia seguinte. se iso acontecesse, podíamos dizer adeus ao concurso...
Todavia, o dia do evento, sábado, 25 de Junho, amanheceu com uma neblusidade esporádica que acabou por não afectar em muito a quantidade total de radiação. Posso dizer que tivemos muitasorte com o tempo, uma vez que fez sol exactamente no dia em que mais precisávamos dele, e uma abençoada frescura nos outros dias! O único problema disto foi que o valor de radiação teve deser medido continuamente (ou tanto quanto possível) para se puderem efectuar cálculos correctos. No terreno, em geral tudo bem, talvez melhor que no ano passado, pois já tínhamos mais experiência do que fazer e aconselhar. Tal como no ano passado, um grupo não trouxe um depósito deágua, que teve de ser improvisado. Tal como no ano passado, o concurso começou atrasado na partedos colectores, devido a problemas de última hora para montar, por algmas equipes (uma das equipeschegou um quarto de hora depois do tempo marcado para o início, e comsegui montar tudo em tempo recorde). Infelizmente, pelo menos três dos grupos tiveram probelmas com os seus equipamentos,pricipalmente fugas de água ou formação de bolhas de ar o cicuito primário. Isto levou à necessidade de arranjos de emergência e, na maioria dos casos, bastante perda de eficiência. Osmelhores resultados foram para quatro equipes, que partilharam uma menção honrosa e os trêsprimeiros lugares.
Depois da tensão do concurso, a receber, aconselhar, medir e controlar (tivemos de efectuardois grupos de medições para conseguir efectuá-las em tempo útil), e de os resultados estarem calculados, foi tempo de alguma descontração, ver uma das corridas entre os carrinhos fotovoltaicos, falar com velhos e novos conhecidos, e também falar com uma das equipes que tinhaapresentado o seu colector. Os membros estiveram a mostrar-me fotografias, ficheiros de desenho gráfico e filmes sobre a sua construção: tratou-se mesmo de um projecto semi-profissional. Tambémme mostraram o que tinham efectuado para o tema livre: um sistema solar térmico, mas com um seguidor montado, alimentado com um sistema fotovoltaico.
Quanto a recinto do concurso, que mais uma vez foi na EXPO: em geral, estava mais gente a circular e a ver, mas pouco tempo tive para apreciar o que quer que fosse nessa altura. Por fim foi a entrega de prémios. Estive a voltar a ver e falar com várias velhas amigas que apareceram inesperadamente. Por fim, após um discurso de despedida particularmente aborrecido, acabou o evento e houve as despedidas... Apenas me deixei ficar para passar um bom tempo no parquedas Nacoes, a descontrair-me... O dia estava calmo, com bom tempo, havia o silêncio do rio, tudotinha mais ou menos funcionado... E assim acabou para mim o dia do concurso Padre Himalaya 2005.
*Depois: Os dias seguintes pouco têm a relatar. Domingo estive fora de Lisboa, e na segunda-feira estive a maior parte do tempo a tentar ligar o computador de casa á internet, depois de o ter ido buscar do arranjo. Depois foi uma questão de apanhar o comboio de volta a Madrid... de volta ao trabalho...de volta ao calor... de volta durante mais um mês...!!
*Clima em Madrid: Creio que Espanha também beneficiou do relativo tempo clemente que esteve em Portugal desde 22 a 27 de Junho. Pelo menos o céu esteve mais coberto, a temperatura mais baixa e o ar menos pesado do que estavam quando me tinha ido. Todavia, desde esse dia que as condições se têm inoxeravelmente mudado novamente para ar mais quente, mais seco, sem vento para o tornar suportável.
Agora estão a ser afixados cartazes com conselhos para ajudar a proteger do calor: use chapéu,beba líquidos, mantenha a pele fresca, fique em lugar frescos. Há também anúncios a aparecer natelevisão, com o simples slogan: "Os fogos gratuitos não existem": isto é, existe sempre uma causa, e somos nós a causa, em geral. Por fim, um dos cabeçalhos do jornais de uns dias atrásera um suposto plano do governo espanhol para a divisão e racionamente de água e recursos, para este Verão, que não está a receber o apoio de todos. Por agora não tenho falta de água.
*Museus: A volta a Madrid significa voltar a poder usufruir desta cidade. Há perto de um mês, no meuprimeiro fim de semana aqui, pude apreciar a arte espanhola no Museu Rainha Sofia (gratuito aossábados à tarde). Entre outros quadros e esculturas de Dalí, Picasso e Miró, pude apreciar o "Guarnica". Não foi difícil encontrá-lo, dado do número de visitantes a olhá-lo e um vigilante colocado expressamente para o vigiar. Devo dizer que, visto ao pé, não parece fazer jus á famaque traz. E, no passado Domingo, voltei a disfarçar-me de turista e a vistar rapidamente o Museu do Prado. Digo rapidamente proque serão necessárias várias visitas apra o apreciar devidamente. Pude,todavia, dar uma visa de olhos rápida por pintura europeia do renascimento e Barroco. Entre osquadros pude ver as "Meninas", de Velazques. Soube também, mais tarde, que o nome português derivado facto de algumas das damas de companhia pintadas no quadro serem de origem portuguesa.
*Jornais gratuitos em Madrid Existem vários jornais gratuitos: "Metro", "24 Horas", "Qué!", "Ahora" (este vespertino). Os doisprimeiros são distribuidos por jovens à porta do metro, em geral. O "Quél está á disposição em grades perto de cafés e outro locais públicos. O "Ahora" é distribuído á tarde, em geral tambémperto do metro.
Estes jornais, em geral, são mais pequenos do que os pagos, com notícias mais curtas. Todavia cobrem os mesmos assuntos: nacional, política, sociedade, artes e cultura. Têm, em geral, também uma secção de opinião e publicam correio de leitores, O âmbito é nacional, menos o do "metro", que cobre sobretudo a área de Madrid. Como estes jornais não são pagos, e são tomados em geral de manhã, na ida para o trabalho, é um bom hábito lê-lo e depois deixá-lo no local (mas sem que seja considerado lixo), para outros também o lerem.
*Eleições para os Jogos Olímpicos de 2012 Madrid, Nova York, Londres, Paris e Moscovo estão em competição para serem a cidade anfitriã destes jogos. A decisão será tomada no próximo dia 6. Na televisão e no jornal multiplicam-se osprogramas e notícias para publicitar o acontecimento. Ignoro como é o ambiente nas outras cidades, mas aqui parece que Madrid já foi a escolhida (uhm...) e será a natural vencedora. Veremos...
E com este último registo me despeço. Espero que todos estejam bem. Mando abraços e beijossegundo o critério habitual. Para os que ainda não vão de férias e sofrem com o calor, informo que de certeza qu não estão melhor do que eu que tenho de esperar pelas duas da madrugada para puder sair á rua sem suar.

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