Madrid, 19 de Setembro de 2005
*Olá Meus caros:
após um mês de ausência, volto a escrever algo sobre a minha estadia cá.Após as férias, após Agosto, após supor que a maioria das pessoas já teriam vindo deférias, e que estariam todos ansiosos, deseperados, agonizantes por mais notíciasde Madrid. Eis uns curtos parágrafos abaixo:
*Projecto
O projecto consiste no desenvolvimento de uma estratégia de controlo para um sistemahíbrido de 10 kW, formado por PV, um gerador eólico, um gerador diesel e um cojunto debaterias de ácido-chumbo, para armazenamento de energia. Para se puder efectuar umaanálise do sistema, é necessário primeiro efectuar o trabalho de criar um simulador.
Tive oportunidade de ver este sistema, que está instalado nas instalações de teste doCIEMAT, perto da cidade de Lubia, na provícia de Sória (250 km a norte de Madrid). Existem vários aerogeradores, uma torre de aquisição de dados e alguns laboratórios,dois sistemas de paineis fotovoltaicos, armações com as baterias e o gerador diesel. O trabalho que tenho vindo a desenvolver no CIEMAT, em Madrid, é o de verificar que os modelos existentes para cada um dos componentes podem ser utilizados e programadospara poder efectuar uma simulação a todo o sistema e, consecutivamente, tentar establecer regras para o controlo do mesmo e simular resultados obtidos. Até agora estão desenvolvidos os modelos da parte de armazenamento (bateria) e de PV,estando em proceso a parte de vento. Para além disso, é ncessário proceder à verificação dos resultados. Ainda faltam as partes do gerador diesel e a simulaçãodo consumo (carga). Depois ter-se-á de interagir todas as partes com um sistema decontrolo com as caraceterísticas desejadas. De uma maneira geral está a correr bem, e espero ter resultados antes do final do tempo de projecto.
* Visitas a Toledo e Segóvia
Toledo situa-se a uns oitenta quilómetros de Madrid. A sua parte mais antiga foi construída numa colina, e é considerada património da Humanidade. A parte mais recente tem vindo a serconstruída na planície circundante.
Visitei brevemente a parte antiga de Toledo há umas semanas, e estive a passear pela parte antiga, subindo e descendo pelas uas estreitas. Toda esta parte terá sido construída nos primórdios do tempo. A cor das casa é muito semelhante á cor da terra circundante: um tomentre o amarelo, castanho, com um pouco de vermelho (esta é a cor que a terra apresenta nestes meses de Verão). As paredes das casas são uma mistura de pedra e de tijolo, umacombinação interessante de se ver. Todas as casas mantém a traça original, e mesmo as mais modernas, ou as casas restauradas mantêm a cor e o mesmo tipo de arquitectura. Vistade cima, a cidade tem uma cor mais acizentada, e, surpreendemente, oferece menos terraçosdo que o clima seco levaria a supor. Na parte antiga, quase todas as casas são de não mais de três ou quatro pisos.
Segóvia está situada a uns 110 quilómetros a norte de Madrid para lá dos primeiros contornos da serra de Guadarrama. Devido á sua arquitectura urbana antiga e bem conservada, eao seu aqueduto, também é patromónio protegido [para os habitantes de Lisboa, devodizer que o aqueduto de Lisboa é maior, e mais impressionante do que o de Segóvia]. O tomde cor das construções é muito semelhante ao de Toledo: uma pedra amarelo-acastanhado,o que me faz concluir que deveser este o tom normal das construções nesta zona da Península Ibérica.
*Diferenças entre espanhóis e portugueses
Apesar da proximidade e da herança comum que une os Ibéricos, há vários hábitos de vida que são diferentes entre os portugueses e espanhóis.
Um deles é o da vida na rua. De uma maneira geral, os Espanhoís têm mais o hábito de fazeremsua vida social na rua, nas imediações de sua casa ou no seu bairro, de preferência, enquanto que os portugueses fazem a sua vida mais entre portas.
Quanto a vida noturna, há a tendência para ficar em casa durante as horas de sesta, no Verão, pois em geral as lojas e cafés estão fechados. Depois, pelas seis ou sete começam a sair, e mantém-se a passear pela rua, até ás 21:00, quando as lojas fecham. Em seguida reunem-se em cafés ou restaurantes, que se mantêm abertos até tarde (pelo menos meia-noite). Parece-mehaver mais cafés na rua, e mais gente neles do que em Portugal.
As festas urbanas nocturnas parecem ser em tudo iguais ás portuguesas: música em altifalantespela rua; muitas bebidas à venda em cafés ou em stands montados (principamente durante as festas), e servidas em copos de plástico; casais ou mesmo famílias inteiras que passeiam pela rua simplesmente a conversar. Não creio que os espanhóis falem mais ou mais alto do que osportugueses, mas aqui existe mais a tendência para a vida social.
*Passeio pela serra de Navacerrada:
A norte de Madrid, a apenas uma hora de caminho de carro, situa-se uma formação rochosa do Sistema Central, que faz parte do massiço rochoso central da Península Ibérica. A parte que se situa na zona de Madrid é composta por quatro zonas rochosas destintas, entre as quais a Serra de Guadarrama, a Sierra de Gredos (mais a Sul, perto de Ávila) e Sierra de Ayllón (Guadalajana).
Por abuso de linguagem, e devido à proximidade das localidades de Navacerrada e Puerto de Navacerrada, um dos conjuntos de montes é chamado de Serra de Navacerrada (Zona da Serra deGuadarrama). Foi nesta zona montanhosa em que, no passado dia 10 de Setembro, estive a passeardurante um agradável mas esforçado dia.
O meu colega Carlos, bolseiro de doutoramento aqui do CIEMAT [nota: a situação é igualà do INETI], tem por hábito esporádico, com um grupo de amigos, efectuar marchas pela serra.Pude participar num desses passeios no fim-de-semana passado, que se perlongou pela serra de Navacerrada fora. Percorremos o cume da pequena cordilheira chamada de "Siete Picos", admirando a magnífica vista dos vários lados da Serra: para norte víamos a planícia onde estaria Segóvia, a sul as várias povoações até avistarmos Madrid. Na nossa pequena excursão chegámos ao ponto de2100 metros de altitude, com um consequente frio, vento, desconforto e completa mudança decondições climáticas da abafada e quente capital. Gastei um rolo não-digital em fotografias nas várias vistas do cume.
*Regresso do Outono
O clima aqui em Madrid mudou nas últimas semanas. Não existe dúvida quanto a isso. O encurtamentodos dias levou a um abaixamento de temperatura, que se começiou a fazer sentir mais há duas semanas - produnzindo um choque para os muitos madrilenos que voltavam de férias. Depois dessesdias começou a fazer mais frio, choveu, e depois o calor voltou a aparecer. Neste momento o arestá seco e frio, a fazer lembrar os invernos de Lisboa (mas sem o vento, felizmente). Já me disseram que deverá chover em Outubro/Novembro e fazer frio no Mês natalício.
Esta chuva seria bem-vinda, já que ainda não pararam os anúncios a incentivar a poupança de água (que deveriam ser mostrados ao longo de todo ano, e não só agora) e os avisos de que asalbufeiras para abastecimento das populações estão com menos de metade da quantidade normal deágua. Se não chover poderá começara haver racionamento de água.
O regresso do Outono implica também o regresso ao trabalho e á escola. Houve já notícias sobreos novos livros escolares, o seu conteúdo e o seu preço. Em Espanha os livros do escolar básicosão gratuitos, e não pode haver mudança de manuais de liceu pelo menos três anos (embora hajaevolução do preço nestes).
*Vários:
Como o INETI e o IST, também o CIEMAT tem uma cantina ("comedor") que serve almoços, no Verão,entre as 14:30 e as 15:00. O objectivo deste horário aparentemente absurdo é o de que, duranteo Verão, os empregados entrem o mais cedo possível (pelas 08:00) e saiam a partir do tarde. Na realidade, alguns aproveitam para ir comer a casa e ficar lá (especialmente à sexta-feira), e outros ainda ficam a trabalhar durante a tarde. Este horário de trabalho, e também de cantina, já acabou na sexta-feira passada. A partir de agora vigora o mais normal horário de Inverno, das 12:00 às 14:00.
Tenho tentado repartir o meu tempo de almoço por entre os vários grupos de pessoas com que tenho contacto aqui no CIEMAT: digamos que posso dividir as pessoas em dois grupos: o do grupo de eólica, que reúne os mais graduados, mais antigos, doctorados investigadores (entreos quais se encontra o meu chefe, Ignacio Cruz); e o grupo dos menos graduados, mais novos, quase todos (aliás, mesmo todos) a efctuar o seu doutoramento no CIEMAT com bolsas variadas. Asua situação profissional tem muitos pontos em comum com os doutorandos em Portugal, no que serefere a estabilidade, descontos, precaridade, etc... Tal como em Portugal, existe uma associação em representação deste grupo laboral, a PRECARIOS (www.precarios.org).
*Limpeza de correio electrónico:
Durante os passados dois meses, nos intervalos entre trabalho, recomecei a gerir a minha caixade e-mail da yahoo. Mas esta história tem outro início.
Quando escolhi o mail gratuito do Yahoo, em 1998 ou 1999, que ainda utilizo, esta caixa virtualtinha a capacidade de 6 MB, algo considerável na altura (em meu entender). Em alternativa, eraproposta uma capacidade de 25 MB, e algumas outras vantagens, pela módica quantia de 50$ por ano(se a memória não me falha). Estas duas capacidade mantiveram-se constantes durant vários anos.O seu valor permitia armazenar uma quantidade numerosa de mensagens e ficheiros de texto simples,mas tendia rapidamente a atingir o limite quando recebia apresentações, fotografias (era o início do tempo áureo das máquinas fotográficas digitais, lembram-se?), executáveis ou outrosficheiros igualmente volumosos. Por duas vezes tive a minha caixa de correio totalmente preenchida, com o aviso de que não receberia mais nada até a esvaziar, e por uma vez tive deintervir, para que uma pessoa amiga parasse de me enviar fotografias (muito bonitas, aliás).
Ora esta capacidade aumentou subitamente, não há muito tempo atrás, para 15 MB. Esta situação permitia um pouco mais de conforto na quantidade de informação recebida, sem descurar umacerta vigilância. Mas o grande passo veio umas semanas depois, com uma capacidade (gratuita) de100 MB. Isto permitia uma gestão muito mais descontraída dos ficheiros, que fui deixando estar.Mesmo a quantidade máxima de informação que alguma vez deixei numa caixa de correio não chegou a60 % daquele valor.
A verdadeira surpresa, no entanto, veio com a súbita e não avisada passagem da capacidade para 250 MB,durante uns dias e depois para 1 GB! Muito mais espaço do que poderia alguma vez usar - mesmo agora a quantidade de ficheiros oscila entre os 3% e os 4% daquele valor.
E onde quero chegar com este longo ponto e as referências todas que estou a fazer? Que, quando tomei em mãos a tarefa sistemática de ir passando as mensagens e ficheiros anexos, apagando-osdo espaço virtual e guardando-os no meu computador, (pois nem sempre tenho acesso à internet, nem quero estar a pagar contas telefónicas absurdamente elevadas, mas electricidade é uma comodidade que não custuma faltar), verifiquei que tinha umas centenas de mensagens guardadas,algumas delas de há mais de um ano. Três directórios em especial estavam bem providos: a caixade entrada; a referente a mensagens do mestrado; e a dos "Outros", onde guardo o que não está delimitado por nenhum tema específico. O objectivo é eventualmente conter no meu próprio disco todas as informações antigas.
*P.S.Hoje mudou o horário da cantina. Só me lembrei porque a pessoa que me custuma emprestar o cartão para comer me avisou. A partir de oje o horário normal é das 12-14.
após um mês de ausência, volto a escrever algo sobre a minha estadia cá.Após as férias, após Agosto, após supor que a maioria das pessoas já teriam vindo deférias, e que estariam todos ansiosos, deseperados, agonizantes por mais notíciasde Madrid. Eis uns curtos parágrafos abaixo:
*Projecto
O projecto consiste no desenvolvimento de uma estratégia de controlo para um sistemahíbrido de 10 kW, formado por PV, um gerador eólico, um gerador diesel e um cojunto debaterias de ácido-chumbo, para armazenamento de energia. Para se puder efectuar umaanálise do sistema, é necessário primeiro efectuar o trabalho de criar um simulador.
Tive oportunidade de ver este sistema, que está instalado nas instalações de teste doCIEMAT, perto da cidade de Lubia, na provícia de Sória (250 km a norte de Madrid). Existem vários aerogeradores, uma torre de aquisição de dados e alguns laboratórios,dois sistemas de paineis fotovoltaicos, armações com as baterias e o gerador diesel. O trabalho que tenho vindo a desenvolver no CIEMAT, em Madrid, é o de verificar que os modelos existentes para cada um dos componentes podem ser utilizados e programadospara poder efectuar uma simulação a todo o sistema e, consecutivamente, tentar establecer regras para o controlo do mesmo e simular resultados obtidos. Até agora estão desenvolvidos os modelos da parte de armazenamento (bateria) e de PV,estando em proceso a parte de vento. Para além disso, é ncessário proceder à verificação dos resultados. Ainda faltam as partes do gerador diesel e a simulaçãodo consumo (carga). Depois ter-se-á de interagir todas as partes com um sistema decontrolo com as caraceterísticas desejadas. De uma maneira geral está a correr bem, e espero ter resultados antes do final do tempo de projecto.
* Visitas a Toledo e Segóvia
Toledo situa-se a uns oitenta quilómetros de Madrid. A sua parte mais antiga foi construída numa colina, e é considerada património da Humanidade. A parte mais recente tem vindo a serconstruída na planície circundante.
Visitei brevemente a parte antiga de Toledo há umas semanas, e estive a passear pela parte antiga, subindo e descendo pelas uas estreitas. Toda esta parte terá sido construída nos primórdios do tempo. A cor das casa é muito semelhante á cor da terra circundante: um tomentre o amarelo, castanho, com um pouco de vermelho (esta é a cor que a terra apresenta nestes meses de Verão). As paredes das casas são uma mistura de pedra e de tijolo, umacombinação interessante de se ver. Todas as casas mantém a traça original, e mesmo as mais modernas, ou as casas restauradas mantêm a cor e o mesmo tipo de arquitectura. Vistade cima, a cidade tem uma cor mais acizentada, e, surpreendemente, oferece menos terraçosdo que o clima seco levaria a supor. Na parte antiga, quase todas as casas são de não mais de três ou quatro pisos.
Segóvia está situada a uns 110 quilómetros a norte de Madrid para lá dos primeiros contornos da serra de Guadarrama. Devido á sua arquitectura urbana antiga e bem conservada, eao seu aqueduto, também é patromónio protegido [para os habitantes de Lisboa, devodizer que o aqueduto de Lisboa é maior, e mais impressionante do que o de Segóvia]. O tomde cor das construções é muito semelhante ao de Toledo: uma pedra amarelo-acastanhado,o que me faz concluir que deveser este o tom normal das construções nesta zona da Península Ibérica.
*Diferenças entre espanhóis e portugueses
Apesar da proximidade e da herança comum que une os Ibéricos, há vários hábitos de vida que são diferentes entre os portugueses e espanhóis.
Um deles é o da vida na rua. De uma maneira geral, os Espanhoís têm mais o hábito de fazeremsua vida social na rua, nas imediações de sua casa ou no seu bairro, de preferência, enquanto que os portugueses fazem a sua vida mais entre portas.
Quanto a vida noturna, há a tendência para ficar em casa durante as horas de sesta, no Verão, pois em geral as lojas e cafés estão fechados. Depois, pelas seis ou sete começam a sair, e mantém-se a passear pela rua, até ás 21:00, quando as lojas fecham. Em seguida reunem-se em cafés ou restaurantes, que se mantêm abertos até tarde (pelo menos meia-noite). Parece-mehaver mais cafés na rua, e mais gente neles do que em Portugal.
As festas urbanas nocturnas parecem ser em tudo iguais ás portuguesas: música em altifalantespela rua; muitas bebidas à venda em cafés ou em stands montados (principamente durante as festas), e servidas em copos de plástico; casais ou mesmo famílias inteiras que passeiam pela rua simplesmente a conversar. Não creio que os espanhóis falem mais ou mais alto do que osportugueses, mas aqui existe mais a tendência para a vida social.
*Passeio pela serra de Navacerrada:
A norte de Madrid, a apenas uma hora de caminho de carro, situa-se uma formação rochosa do Sistema Central, que faz parte do massiço rochoso central da Península Ibérica. A parte que se situa na zona de Madrid é composta por quatro zonas rochosas destintas, entre as quais a Serra de Guadarrama, a Sierra de Gredos (mais a Sul, perto de Ávila) e Sierra de Ayllón (Guadalajana).
Por abuso de linguagem, e devido à proximidade das localidades de Navacerrada e Puerto de Navacerrada, um dos conjuntos de montes é chamado de Serra de Navacerrada (Zona da Serra deGuadarrama). Foi nesta zona montanhosa em que, no passado dia 10 de Setembro, estive a passeardurante um agradável mas esforçado dia.
O meu colega Carlos, bolseiro de doutoramento aqui do CIEMAT [nota: a situação é igualà do INETI], tem por hábito esporádico, com um grupo de amigos, efectuar marchas pela serra.Pude participar num desses passeios no fim-de-semana passado, que se perlongou pela serra de Navacerrada fora. Percorremos o cume da pequena cordilheira chamada de "Siete Picos", admirando a magnífica vista dos vários lados da Serra: para norte víamos a planícia onde estaria Segóvia, a sul as várias povoações até avistarmos Madrid. Na nossa pequena excursão chegámos ao ponto de2100 metros de altitude, com um consequente frio, vento, desconforto e completa mudança decondições climáticas da abafada e quente capital. Gastei um rolo não-digital em fotografias nas várias vistas do cume.
*Regresso do Outono
O clima aqui em Madrid mudou nas últimas semanas. Não existe dúvida quanto a isso. O encurtamentodos dias levou a um abaixamento de temperatura, que se começiou a fazer sentir mais há duas semanas - produnzindo um choque para os muitos madrilenos que voltavam de férias. Depois dessesdias começou a fazer mais frio, choveu, e depois o calor voltou a aparecer. Neste momento o arestá seco e frio, a fazer lembrar os invernos de Lisboa (mas sem o vento, felizmente). Já me disseram que deverá chover em Outubro/Novembro e fazer frio no Mês natalício.
Esta chuva seria bem-vinda, já que ainda não pararam os anúncios a incentivar a poupança de água (que deveriam ser mostrados ao longo de todo ano, e não só agora) e os avisos de que asalbufeiras para abastecimento das populações estão com menos de metade da quantidade normal deágua. Se não chover poderá começara haver racionamento de água.
O regresso do Outono implica também o regresso ao trabalho e á escola. Houve já notícias sobreos novos livros escolares, o seu conteúdo e o seu preço. Em Espanha os livros do escolar básicosão gratuitos, e não pode haver mudança de manuais de liceu pelo menos três anos (embora hajaevolução do preço nestes).
*Vários:
Como o INETI e o IST, também o CIEMAT tem uma cantina ("comedor") que serve almoços, no Verão,entre as 14:30 e as 15:00. O objectivo deste horário aparentemente absurdo é o de que, duranteo Verão, os empregados entrem o mais cedo possível (pelas 08:00) e saiam a partir do tarde. Na realidade, alguns aproveitam para ir comer a casa e ficar lá (especialmente à sexta-feira), e outros ainda ficam a trabalhar durante a tarde. Este horário de trabalho, e também de cantina, já acabou na sexta-feira passada. A partir de agora vigora o mais normal horário de Inverno, das 12:00 às 14:00.
Tenho tentado repartir o meu tempo de almoço por entre os vários grupos de pessoas com que tenho contacto aqui no CIEMAT: digamos que posso dividir as pessoas em dois grupos: o do grupo de eólica, que reúne os mais graduados, mais antigos, doctorados investigadores (entreos quais se encontra o meu chefe, Ignacio Cruz); e o grupo dos menos graduados, mais novos, quase todos (aliás, mesmo todos) a efctuar o seu doutoramento no CIEMAT com bolsas variadas. Asua situação profissional tem muitos pontos em comum com os doutorandos em Portugal, no que serefere a estabilidade, descontos, precaridade, etc... Tal como em Portugal, existe uma associação em representação deste grupo laboral, a PRECARIOS (www.precarios.org).
*Limpeza de correio electrónico:
Durante os passados dois meses, nos intervalos entre trabalho, recomecei a gerir a minha caixade e-mail da yahoo. Mas esta história tem outro início.
Quando escolhi o mail gratuito do Yahoo, em 1998 ou 1999, que ainda utilizo, esta caixa virtualtinha a capacidade de 6 MB, algo considerável na altura (em meu entender). Em alternativa, eraproposta uma capacidade de 25 MB, e algumas outras vantagens, pela módica quantia de 50$ por ano(se a memória não me falha). Estas duas capacidade mantiveram-se constantes durant vários anos.O seu valor permitia armazenar uma quantidade numerosa de mensagens e ficheiros de texto simples,mas tendia rapidamente a atingir o limite quando recebia apresentações, fotografias (era o início do tempo áureo das máquinas fotográficas digitais, lembram-se?), executáveis ou outrosficheiros igualmente volumosos. Por duas vezes tive a minha caixa de correio totalmente preenchida, com o aviso de que não receberia mais nada até a esvaziar, e por uma vez tive deintervir, para que uma pessoa amiga parasse de me enviar fotografias (muito bonitas, aliás).
Ora esta capacidade aumentou subitamente, não há muito tempo atrás, para 15 MB. Esta situação permitia um pouco mais de conforto na quantidade de informação recebida, sem descurar umacerta vigilância. Mas o grande passo veio umas semanas depois, com uma capacidade (gratuita) de100 MB. Isto permitia uma gestão muito mais descontraída dos ficheiros, que fui deixando estar.Mesmo a quantidade máxima de informação que alguma vez deixei numa caixa de correio não chegou a60 % daquele valor.
A verdadeira surpresa, no entanto, veio com a súbita e não avisada passagem da capacidade para 250 MB,durante uns dias e depois para 1 GB! Muito mais espaço do que poderia alguma vez usar - mesmo agora a quantidade de ficheiros oscila entre os 3% e os 4% daquele valor.
E onde quero chegar com este longo ponto e as referências todas que estou a fazer? Que, quando tomei em mãos a tarefa sistemática de ir passando as mensagens e ficheiros anexos, apagando-osdo espaço virtual e guardando-os no meu computador, (pois nem sempre tenho acesso à internet, nem quero estar a pagar contas telefónicas absurdamente elevadas, mas electricidade é uma comodidade que não custuma faltar), verifiquei que tinha umas centenas de mensagens guardadas,algumas delas de há mais de um ano. Três directórios em especial estavam bem providos: a caixade entrada; a referente a mensagens do mestrado; e a dos "Outros", onde guardo o que não está delimitado por nenhum tema específico. O objectivo é eventualmente conter no meu próprio disco todas as informações antigas.
*P.S.Hoje mudou o horário da cantina. Só me lembrei porque a pessoa que me custuma emprestar o cartão para comer me avisou. A partir de oje o horário normal é das 12-14.

1 Comments:
Ainda não li, pois ao ver a expressão "curtos parágrafos" quiz ver até onde eles chegavam. Achei sui generis o conceito...
;-)
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