Tuesday, May 09, 2006

Caros todos:

Após um interregno de alguns meses, sinto-me finalmente em condições de escrever uma crónica. Obviamente, destavez o conteúdo deverá ser extenso, devido à grande quantidade de coisas que aconteceram. Tentarei fazer justiça a todos os acontecimentos.

*O último mês de trabalho do Mestrado...
...foi bastante coplicado e duro. Entre correr e corrigir o programa, tentando obter resultados, escrever o relatório de tese, confirmar idas, papeis e documentos a paresentar, tentar encontrar casa (sem sucesso)e tentando ter paciência para as várias burocracias pelas quais tinha de passar, este mês não foi muito agradável,mas não foi muito mal, pois tinha a certeza que, indpendentemente do que acontecesse, o mestrado estava a chegar-se a uma conclusão.

*Bruxelas e as apresentações da EUREC
As apresentações do mestrado europeu de energias renováveis tiveram lugar a 12 e 13 de Dezembro de 2005 (2ª e 3ª feira, nas instalações da EUREC, em Bruxelas. Obviamente, toda a gente tinha de estar presente, o que significou cheagar a esta cidade pelo menos «nos dias anteriores. No meu caso, cheguei a Bruxelas no domingo 11, depois de uma viagem directa de Madrid e um peuqno trjecto de comboio.

O vôo em si decorreu sem história. Mas ao chegar ao aeroporto, descobri que as minhas tinham ficado para trás. A descoberta decorreu enquanto esperava pelas malas: outros passageiros passavam pela área , recolhiam as suasmalas e seguiam, outras cintas de destribuição iam desribuindo os váriso pertences. Todavia, a minha malabrilhava pela sua ausência.

Não estava demasiado preocupado, pois tinha levado o meu computador na mão, assim como os CDs e os papeis adestribuir pelos vários membros do juri. Assim sendo, decidido a não me chatear demasiado, dirigi-me àzona de reclamação dos pertences, por indicação de outros passageiros, preenchi os respectivos papeis e fui-meembora do aeroporto.

O aeroporto fica a lguma distância do centro de Bruxelas, onde ténhamos alguns quartos reservados (mas não pagos)para passar a noite. Assim, tomi o comboio para centro, e depois de uma viagem sem história, cheguei à pousada de juventude de Bruxelas.

A pousada de Juventude de Bruxelas é um edifício de quatro andares, que está separado da parte mais de pousada eda parte de hotel. Vários dos alunos da EUREC já lá estavam: Tristan, Justin, Jeff, Stelios, Owenroe, Evelyn(que não conhecia personlmente), Carlos, e outros foram aparecendo durnate o resto da noite.

Mas, após as primeiras efusões, recordações e lembranças, quando me quis registar, tive a desagradável surpresade constantar que NÃO estava inscrito, apesar de ter mandado a minha confirmação muito a tempo! Decidido a não deixar que nada estragasse o bom humor daquela noite, consegui negociar com a pessoa da recepção (muito simpático)a ficar aquela noite, e no dia seguinte se veria, após ter protestado com a EUREC...

O resto da noite, ou pelo menos uma parte dela, passou-se a conversar no salão do hotel, a recordarmemórias e a comparar presentes situações de projecto e de vida pessoal e profissional. Quase todos saíram depois, para ir jantar fora, mas não me juntei a eles: ainda precisava de preparar a minha apresentação (praticamente por fazer). Fiqueia trabalhar umas horas (preparei uns 80% da apresentação nessa noite), consegui ainda encontrar e saudar mais doiscolegas (Jeróme e Marie) que chegaram bastante tarde nessa noite (e a Marie iria apresentar no dia seguinte!), e mais tarde fui-me deitar.

Como não tinha ainda a minha mala (algures ainda em trânsito entre Madrid e Bruxelas), tinha comprado à pressa uns apetrechos básicos de higiene na recepção da pousada, que utilisei sumariamente no dia seguinte. (Felizmente aminha apresentação estva marcada para o segundo dia, e não para o primeiro, pelo que a minha eventual má figura nãoseria muito notada). Depois segui para tomar o pequeno almoço, reunindo-me oa outros na recepção e na sala de comer.
Fomos de metro até à sede da EUREC, local das paresentações, cuja morada sabia, mas cuja localização exactadesconhecia. No caminho, e especialmente no local das apresntações, encontrei mais gente conhecida.

Em seguida foram as apresentações, almoço e outros que tais. Fomos ainda sair um pouco essa noite, mas não muito tempo, pois era necessário que acabasse a minha apresntação no hotel. voltámos ao hotel, fui posto noutro quarto,tive (por fim!) uma boa notícia ao saber que a minha mala tinha chegado ao hotel essa tarde, e depois passei umaparte da noite a trabalhar para o dia seguinte. No dia seguinte lavei-me, lavei-me e vesti-me com cuidado, certifiquei-me (pela enésima vez) que o computador, osCDs e os artigos em papel estavam todos presentes e prontos a serem levados, descia tomar o pequeno almoço, novamente encontrei amigos e conhecidos e novamente fomos de metros atá à EUREC.

A minha paresnetação foi a última do período da manhã. Devo dizer que, em geral, correu bem, embora a aprte das perguntas me tenha confundido um pouco.
No final, estava tudo acabado. Os últimos catorze meses tinham sido concluídos.
Fiquei aprovado (soube-o mais tarde por carta) com "bom", e uma percentagam apenas razoável.

Nota: esta descrição é extremamente sumária, ams não tenho mais tempo para escrever melhor. As horas seguintes, assim como dos dois dias depois disso, merecem uma crónica á parte - tinha tido a esperança que a pudese incluir aqui, mas não será possíve. espero fazer disso o grosso do próximo escrito.

*Natal e ano novo:
Passei o Natal em Lisboa, com os mus pais, e pude ver alguns amigos - os que tinham ficado nesses dias nessa cidade ao mesmo tempo do que eu. Foi bom, pois permitiu-me descansar das tensões associadas ao mestrado, e sobretudo à sua parte final.

Quanto ao ano novo, passei-o na capital espanhola. Especificamente, fui passar a noite á praça do Sol, onde se esprava uma celebração, e, por isso tinham sido montados enormes plataformas com os altiflantes. Pelas ruasviam-se dezenas de vendedores ambulantes com garrafas de champanhe, pequenos sacos de plástico com exactamentedoze passas, assim como outros que vendiam sacos de papelinhos para atirar, e outros pequnos objectos de consumopara festejos.
A Praça de Sol estava totalmente cheia. Para os que nunca estiveram em Madrid, tentarei fazer uma descrição:considerem uma praça de formato rectangular-oval, com 200 por 80 metros de dimensão, com um total de dez ruaspara o respectivo acesso. Agora considerem que essa praça estava totalmente apinhada de gente - milhares, ou talvez dezenas de milhares de pessoas tinham-se agrupado exactamente com a mesma idei que eu: ver o fogo de artifício que seria largado do tecto do edifício das Portas de Sol (creio que pertence à câmara) durante as badaladas da meia noite. Isso e também ver um globo que baixaria uns segundos antes, tocando o chão e iluminandoum cartaz com "feliz 2006" no momento em que passássemos de ano- a descrição dos cuidados com o mecanismo de relojoaria do dito dispositivo tinha sido relatado na maioria dos jornais dos dias anteriores.

Assim ,tentei aproximar-me da praça o mais possível, tarefa nada fácil dada a quantidade de gente que estava por todas as ruas. Acabei po desisir e deixe-me estar num local fora da praça, amas ainda assim com uma vistarazoável.

Os relógios corriam, as pessoas falavam e trocavam impressões, os vários mostradores iam-nos avisando quantosminutos faltavam para o momento fatídico... um minuto antes a música dos altifalantes desapareceu quase completamente, e os vários holofotes que giravam aleatoriamente sobre a multidão oncentraram-se nodito globo: expectativa... eà hora marcada, mais segundo menos segundo, o globo lá desceu,o painel acendeu-se, marcando o fim oficial (leia-se"oficial" como o único meio para dar a conhecer a milhares de pessoas um a informação que todos estavam à esperae podiam controlar pelos seus relógios) do ano 2006. Gritos, urros, assobios e as caracaterísiticas demosntrações emocionais de uma multidão...

Mas depois deste festejo, a parte pior estava pçara vir: com muitas pesssoas a quererem sair da praça depois do climaxda passagem de ano, e muitas pessoas a quererem entrar para se assossiarem à festa que estava acomeçar lá dentro,formaram-se várias correntes contrárias nas ruas, incluíndo onde estava: a densidade de pessoas aumentou espetacularmentee passou a ser quase impossível mover-se por si mesmo: eram-se arrastado pelos fluxos de genteque ia entrando ousaindo. Foram uns dez minutos nada agradáveis. Felizmente estava sozinho e não tinha propriamente problemas em ir ou para um lado ou para outro: para aqueles que estão a achar piada a esta descrição, faço-vos notar que haciam várias crianças na multidão, assim como pessoas mais frágeis, mais fracas, etc... Espero que não tenha havido feridos,mas pude ver em primeira mão os efeitos das pressões provocadas por grandes quantidades de gente num espaço pequeno, e os perigos de atropelamento, asfixia ou esmagamento.

Ainda se estão a rir? Então convido-os para virem a Madrid pela próxima passagem de ano.

*Tempo, clima e seca:
Este ano tem sido menos seco do que o habitual: houve chuva no inverno, para variar, e alguns dias intermitentesde Sol e calor nos primeiros quatro meses do ano. Cada vês que um dia mais seco aparecia pensava eu que o Inverno tinha acabado e que o detestável Verão de Madridtinha fito a sua aparição. felizmente que, até à dataem que escrevo estas linhas, tal situação ainda não se verificou: o ar mantem-se temperado pela ausência dedemasiada seca e calor.

Estes dias de chuva e temperaturas moderadas (para a época e o local) terão sem dúvida ajudado à prevenção daseca, assunto importante sempre que os meses de calor se aproximam. Há dois meses os níveis as reservas de águapara a região de Madrid estavam a 50%.

Actualmente, não creio que estejam mais do que dois terços do seu valor total. mesmo com mais alguns possíveis dias de chuva, não deverão chegar ao máximo. Apenas posso esperar que haja algum senso para o consumo de água (esperança irrealista?) nos próximos meses. Já existem avisos para esse efeito desde há semanas, na televisão e em cartazes publicitários.

*Burocracias em Espanha:
Todos os cidadãos estrangeiros residentes em Espanha têm a obrigação de se inscrever na "comissaria". Estaobrigação, no meu caso, foi real: o meu contrato é de autónomo, o que significa que tenho de pedir que mepaguem todos os meses, apresentando um recibo. Ora esse documento só é válido se levar o número fiscal. Esse número fiscal é o mesmo do que o número de indentidade.

Assim sendo, tive a obrigação e me inscrever a comissaria, assim como na "Hacienda" (Agencia Tributaria). Masera-me impossível inscrever na Hacienda sem o dito número (nem sequer me podia inscrever como o meu passaporte.

Assim, fui á comissaria, esperar algumas horas para ser atendido, num bicha de bastante tamanho e que se movia lentamente. Quando por fim chegou a minha vez, verifiquei que levava todos os papeis com exepção de fotografias...apenas uma muito rápida ida ao fotografista em frene me salvou (que tira fotografias cobrando o dobro do preçohabitual, obviamente...). Deixei os dcumentos e perguntei quanto tempo levava para ter o documento pronto:
Dois meses a dois meses e meio.

Após esta lacónica resposta, foi-me todavia acrescentado que poderia pedir o número do cartão (mas não o cartãoem si), que estaria pronto daí a um mês. Teria de me deslocar aquelas instalações par o conhecer.

Assim, durante um mês, fui vivendo sem grande esperança de poder adiantar qualquer borucracia relacionada com a minha situação legal naquele país, trabalhando e indo viver o melhor possível...

Um mês depois voltei a deslocar-me à comissaria, esperar horas na fila de fora, esperar mais oras na fila de dentro... Quando finalmente fui atendido, a empregada demonstrou um total desconhecimento de que tivesse que que fornecer o número. Quando lhe espliquei exactamente ao que vinha, e o que me haviam informado, foi-merespondido que teria tido que prencher o formulário XYZ-1138, anexo A3398235, em correio registado, entregá-lo ao Grande Chefe do Palácio de Moncloa, fazer uma peregrinação a Santiago de Compostela, demonstrar que sabia fazer o pino sobre uma mão enquanto recitava as leis da gavitação universal em latim, e ainda, provavelmente, passar alguma coisa valiosa debaixo do balcão (não existem mesas na repartição).

Piadas à parte, o que realmente aempregada me disse foi que, no meu pedido original para o cartão de residentedeveria ter colocado que queria receber o dito número (julguei que isso fosse automático). A única coisa que se podia fazer nessa altura era um pedido "de urgência" para ter o número num prazo de dez dias. No entanto,a minha situação não seria (teoricamente) uma que pudesse ser incluída na senso de ser "de urgência"... no finala empregada teve pena de mim, preencheu lá o formulário, carimbo-o e mandou-me voltar daí a duas semanas.

E a conclusão desta odisseia foi que, afinal, não tiv de voltar, e que provavelmente não teria tido que voltar: o número veio numa bonita carta a casa, passados três dias, provavlmente devido ao papel que não tinha entregado na primeira vez que fiz a inscrição...

Esta história é-vos familiar? Suponho, que, no fim de contas, qualquer borucracia de qualquer país apresente estespequenos precalços de vez em quando, independentemente da pessoa, país, cultura, etc... Deixo que a vossa experiênciade vida julgue este episódio por si mesmo.
Com o número do cartão de residente foi muito mais fácil inscrever-me na segurança social, direcção de impostos, emais tarde no centro de saúde da área, assim como regularizar os pagamentos. Quando o cartão chegou, mais fácil ainda se tornou cada uma destas coisas, assim como a vida de todos os dias.

Assim é que agora sou residente estrangeiro em Espanha. O facto de ser da UE não me elimina o facto e ser estrangeiro, apenas facilita (hum...) o pedido de cartão.

*Vários:
Neve em Madrid:Nevou na mesma noite em Madrid e Lisboa - o acontecimento que não se reproduzia desde há mais de cinquenta anos,segundo o jornal PÚBLICO. Também Madrid ficou coberto por uma pequena camada branca. Nevou também na noite seguinte, embora com menos intensidade.

Comércio:Em Espanha, em vários dos establecimentos comerciais pequenos onde tenho io efectuar as minhas compras decomida (isto é, o talho e frutaria), existe o hábito de não se formar uma bicha, mas antes os recén-chegadosperguntam ao grupo de pessoas que se encontram junto ao balcão "Quem é o último?". A resposta da últimapessoa imediatamente informa o recém-chegado a seguir a quem ele/ela será atendido/a, e informa ao ex-últimoque já não é o último, pelo que não tem mais de se preocupar em reponder a esa pergunta a futuros recém-chegados.

Prendas:No dia 23 de Abril é o costume oferecer uma flor e um livro a pessoas conhecidas (é possível que este costumetenha também a ver com o ser o penúltimo fim de semana de Abril, ou o fim de semana a sequig à Páscoa - não indaguei suficientemente).

Mercado do Rasto: O mercado do Rasto está aberto aos domingos, na zona de Embajadores, um dos bairros de Madrid,das dez da manhã até ás três da tarde, sensivelmente. Os comerciantes autorizados montam nessa zona as suas tendassobretudo em Plaza de Coscorro, Plaza de la Cebolada e Calle de la Ribeira de Curtidores. Obviamente, este mercado atrai toda a gente, e é um pretexto para sair, mais do que para fazer compras. Paralelamente ao mercadonormal, exitem, nas ruas transversais mais estreitas e discretas, oportunidades para qualquer pessoa colocar um pano no chão e vender as suas velhas quinquilharias. no entanto, devo precisar que o número destas pessoas é muito mais reduzido que o seu equivalente na feira da ladra em Lisboa.

O que vedem os comerciantes profissionais nesta feira? Pois principalmente roupa. Mas também chapéus, óculos desol; bolsas, carteiras e outros objectos de couro; cassetes, CDs e DVDs de música em segunda mão; facas, canivetes e outros artigos de corte (até espadas japonesas!), e uma miríade de outros variados objectos de qualidade e necessidade subjectiva. Para além dos vendedores, músicos e artistas aproveitam o afluxo de gentepara poder tentar vender a sua música na rua.

A rua onde este mercado se forma tem uma grande quantidade de marceneiros e lojas de artigos de desportoao ar livre (não me perguntem porquê). Se tiverem de comprar mobília, esta é a rua onde vs aconselharia ir.As lojas têm também algumas peças de antiquário, para os interessados. Quanto às lojas de artigos de desporto,elas concentram-se em botas de montanha e escalada, mochilas, ,bolsas e sacos, cantis, artigos gerias de escalada (ordas, etc.). As mais abastadas têm também esquis e outro equipamento específico para neve, tendas,sacos-cama e outros... Também vos aconselho esta rua se procurarem este tipo de equipamento nesta cidade.

*Final:
Sete meses sem notícias é um período longo segundo qualquer padrão. Estando fora, e tendo-me habituado a escreverlongas messagens, em vez de pequenas notícias (uma fonte de amigável desacordo entre mim e pelo menos mais uma pessoa), armar-se de paciência, meios, vontade e inspiração para escrever uma crónica que relatasseminimamente os acontecimentos mais importantes desse período é difícil. Daí a minha demora e relutância em dar notícias, com exepção a algumas pessoas. Essa relutância foi algo contrabalançada pelas poucas honrosas exepções ao quase contínuo silêncio da maioria dos destinatários.

Não foram relatados todos os acontecimentos importantes do que me aconteceu, e do que é interessante relatar sobre a vida em Espanha. Mas isso obrigaria a mais tempo de espera, o que não quero que aconteça. Outrosacontecimentos ficarão para futuras crónicas.

Haverá no futuro notícias mais frequntes? Pois isso dependerá sobretudo de como me correr a vida aqui, e se houver notícias merecedoras de nota. Por outro lado, não acredito que a vida da maioria das pessoas seja tão faltade emoção que não possam de vez em quando enviar umas mensagens.

Assim, espero alguns comentários sobre a presente mensagem.
João Paulo.

PS: sim, tenho fotografias, mas estão todas em formato de papel, pelo que não creio poder disponibilizá-lasfacilmente. Todavia, qualquer pessoa que queira que eu tenha e tire fotografias em formato digital tem desdejá toda a liberdade para me comprar e enviar uma máquina fotográfica desse tipo. A minha morada está abaixo.

Wednesday, October 05, 2005

O pontapé de saída

Primeira mensagem, de teste, efectuada às 16:56 de 5 de Outubro de 2005.

Monday, September 19, 2005

Madrid, 19th September 2005

*Hello
Dear all: after a month of absence, I write again something regarding my staying in Madrid. Afterthe vacations, after August, after I assume that most people had come back from the holidays (for those that actually had any vacations), and that you would all be anxious, desesperade, even dying for some more news from Madrid. So here are some small and shallow paraghrafs:

*Project: As I probably stated before, my project concens the development of a constrol system philosofy foran hybrid system of 10 kW, formed by PV, a wind generator, a diesel generator and an accumuatinglead-acid battery system. To be able to make an analysis of the system, it is necessary to makea simulating programm.

I had the opportunity to observe this system, that is installed in the test facilities of CIEMAT, near the cit of Lubia, in the proinc of SORIA (250 km north of Madrid). There are there severalwind generators, a dataacquisition tower and some labs, two sets of pv pannels, containers with the batteries and the diesel generator.

The work that I have been developing in CIEMAT, in Madrid, is now to verify the theorethicall modelsof each one of the components, and to see that they can be used and programmed, to make a simulation of the system, and then to try to make some control rules and simulate future results. So far aredeveloped the models of PV, batteries and partly for the wind. What is still missing is the diesel and the cload models. After that I'll have to interconnect all the components with a controll systemwith the desired characteristics. Generally it sgoin well, and I hope to have some results before the end of the project.

*Visits to Toledo and Segovia

Toledo is situated about eighty km from Madrid. Its oldest part was built in hill, and is considered to be patrimony of the Humanity. The most recent part has been built on the around plane.

I visited it briefly, some weeks ago, and was wondering around the oldest part, going up and down in the narrow sstreets of the city. I wonder that all this part must have been built on the wakesof time. The colour of the houses is very similar to the colour of the surrounding land: somethingbetween the yellow, brown, with a touch of red - this is the colour that the land has during the Summer months. the walls of th houses are kept with the originall line, and even the most modernones, or renewed houses, keep the same colour and tye of architecture. From above , the city presents a more greyish tone and, surprising, seems to have less terraces that the dry weatherwold have led to assume. I the old part, the houses have no more than three to four floors.

Segóvia is about 110 km north of Madrid. Due to its well preserved urban architecture and itsaquedut, is also protected patrimony [Though I must say that the aqueduct of Lisbon is biggerand more impressive than the one in Segóvia]. The colour of the contructins of Segóvia is verysimilar to the ones in Toledo: a yelow-brownish stone, which made me wonder that this is the normal tone of the land in this part of the Iberian Peninsula.

*Spanish and portuguese people
Despite the proximity and the common legacy of the Iberian people, there are several living habits that are different in spanish and portuguese.

One of them is the life on the street. Generall speaking, the spanish have more the habit of making a social life on the street, around their homes or neighbourhoods, while portuguese peoplemake teir living more inside.

As to nocturnal life, there is the tendency to stay insie during the more heat-opressing hours,during the Summer, for, in general, the shops are closed during that time. After six the shops open again and people start going out again and wander about the street until nine, when the shopsclose. Then they go to restaurants or cafes, that are kept open until late (at least mdnight). Ithnk that there are more caffe places on the street, and more people in these, that in Portugal.

The urban nocturnal parties seem to be very similar to the portugues ones: music in high-speakers,in the street; many drinks being sold in plastic cups in open caffes or stret stands; couples, oreven whole families, walking around the street jst talking. I do not believe that the spanish talkmore or higher than the portuguese, but there is here a higher tendency for a social life.

*Walking around in Navacerrada: North from Madrid, only one hour by car, is the montain formation of the Sistema central (Central System), that belongs to a rocky massive system of the Iberian Peninsula. the part that takes placein the zone of Madrid eis composed by four destinctive montain zones. Amoung these are the ones ofSerra de Guadarrama, Sierra de Gredos (souther, near Ávila) e Sierra de Ayllón (Guadalajana).

Locally, due to the proximity of the cities of Navacerrada and Puerto de Navacerrada, one of the places is called Serra de Navacerrada (in the Serra de Guadarrama). It was in this montain zone that,during the past 10th September, I went for a walk, in a nice but tiring day.

My college Carlos, also a doctoral student in CIEMAT, has a habit of, during weekends and with a group of friends, to go walking in the montain. I was able to go along last weekend. We went along the summit of the "Siete Picos", enjoying the amazing view on both sides of the montain. to North was the plane near Segóvia, to South several small cities until we see Madrid. During our little excursion we came to 2100 m of altitude (Puerto de Navacerrada is about 1900 m above see level), with cold,wind, desconfort and a complete change of conditions in relation to the spanish capital. I spent arole of film on the severall views from the summit.

*The return of the Autumn The climate has deeply changedduring the last weeks. There is no doubt about it. the shortening of the days led to a decrease f temperature, that started to be felt about two weeks ago - producing ashock to many Madrilen people that were coming back from holidays. After those days te cold reallystarted, it rained, and then the air was warmer again. But now the air is cold and dry, which reminds me of the winter in Lisbon (without the wind, fortunately). I was told that it should start to rain in October/november, and the cold temperature shuould come during the Christmas month.

This rain would be most welcome, regarding that there are still adds to save on water (they should show them all year round, not just now), and the water reserves are about less then half their normal water capacity. If it does not rain there may start to be water racioning.

*Several
Like the INETI and IST, also CIEMAT has a canteen ("comedor") that serves lunches from 14:30 to 15:00 during the summer. The pupose of this apparently absurd schedule is to allow emplyees to startvery early in the morning and to leave early afternoon. Actually, some take advantage to go toeat at home and stay there, while others still work during the afternoon. This working and eatingschedule has now been terminated in the past friday.

I have tried to share divid my eting time among the several groups of people with whom I have contacthere in CIEMAT. I cold divide those essencialy on two groups: the one of wind energy, that has the most graduated, experienced and senior (among tem my boss); and the goup of the less graduate, almostall Phd students in CIEMAT with several kinds of schoolarships. Their professional position is verysimilar to the onther schoolarshipers in Portugal, concerning stability, precarity, social securitbenefics and payments, etc... Like in Portugal, there is an association that represents this group,the PRECARIOS (www.precarios.org).

*Cleaning e-mail During the past two months, in the work intervals, I have restarted to clean my yahoo e-mail account.But thos story strats elsewhere.

When I chose the free yahoo mail, in 1998 or 1999, that I still use, this virtal in-box had the capacity of 6 MB, something huge at the time (to myself). Alternative, a box with the huge capacityof 25 MB was proposed, as well as several other advantages, for the price of 50$/year (if my memoryserves me right). These two values were kept constant for several years. Their value alowed for a high quantity of messages and simple text files, mas tended to reach quickly its limit when I was sent photographs (the beggining of the golden age of the digital cameras), presentations, .exe and other huge files. Twice I hd my cota totally booked, and once I had to ask a friend to stop sending photographs (beautifull ones, actually).

Now this capacity sudenly increased, not long ago, o 15 MB. This allowed for a little more confort in the quantity of information recieved, without allowing for a certain quantity of vigilance. But the huge step came some weekslater, when thecapcity sudenlly increased to 100 MB. This allowed for a mch more relaxed management of the files, that I just kept there. Even the maximum quantity of information that I left in a e-box was no more than 60% of that value.
The biggest surprise came when the capacity inclreased t 250 MB for a few days and then leaped to 1 GB! Much more space that I culd possibly use - even now, the files occupy 3 to 4% of that value.

And what is my point when I tell you of this story? The point is, that when I restarted the systematic task of passing the files and texts to my HD (for I not always have access to the internet,and do not wish ot pay for astronomical high phone bills), I verified that I had some hundredsof kept messages in my in-box and other folders (mostly the "EUREC" and the "Others" folder). Of curse, the objective is to save these files into my computer.

*P.S.Today the eating schedule was changed. I only remeber because the person that usually lends me the eating card wrned me. From today the eating hours will be from 12 to 14. Cheers to all!

Madrid, 19 de Setembro de 2005

*Olá Meus caros:
após um mês de ausência, volto a escrever algo sobre a minha estadia cá.Após as férias, após Agosto, após supor que a maioria das pessoas já teriam vindo deférias, e que estariam todos ansiosos, deseperados, agonizantes por mais notíciasde Madrid. Eis uns curtos parágrafos abaixo:

*Projecto
O projecto consiste no desenvolvimento de uma estratégia de controlo para um sistemahíbrido de 10 kW, formado por PV, um gerador eólico, um gerador diesel e um cojunto debaterias de ácido-chumbo, para armazenamento de energia. Para se puder efectuar umaanálise do sistema, é necessário primeiro efectuar o trabalho de criar um simulador.

Tive oportunidade de ver este sistema, que está instalado nas instalações de teste doCIEMAT, perto da cidade de Lubia, na provícia de Sória (250 km a norte de Madrid). Existem vários aerogeradores, uma torre de aquisição de dados e alguns laboratórios,dois sistemas de paineis fotovoltaicos, armações com as baterias e o gerador diesel. O trabalho que tenho vindo a desenvolver no CIEMAT, em Madrid, é o de verificar que os modelos existentes para cada um dos componentes podem ser utilizados e programadospara poder efectuar uma simulação a todo o sistema e, consecutivamente, tentar establecer regras para o controlo do mesmo e simular resultados obtidos. Até agora estão desenvolvidos os modelos da parte de armazenamento (bateria) e de PV,estando em proceso a parte de vento. Para além disso, é ncessário proceder à verificação dos resultados. Ainda faltam as partes do gerador diesel e a simulaçãodo consumo (carga). Depois ter-se-á de interagir todas as partes com um sistema decontrolo com as caraceterísticas desejadas. De uma maneira geral está a correr bem, e espero ter resultados antes do final do tempo de projecto.

* Visitas a Toledo e Segóvia
Toledo situa-se a uns oitenta quilómetros de Madrid. A sua parte mais antiga foi construída numa colina, e é considerada património da Humanidade. A parte mais recente tem vindo a serconstruída na planície circundante.

Visitei brevemente a parte antiga de Toledo há umas semanas, e estive a passear pela parte antiga, subindo e descendo pelas uas estreitas. Toda esta parte terá sido construída nos primórdios do tempo. A cor das casa é muito semelhante á cor da terra circundante: um tomentre o amarelo, castanho, com um pouco de vermelho (esta é a cor que a terra apresenta nestes meses de Verão). As paredes das casas são uma mistura de pedra e de tijolo, umacombinação interessante de se ver. Todas as casas mantém a traça original, e mesmo as mais modernas, ou as casas restauradas mantêm a cor e o mesmo tipo de arquitectura. Vistade cima, a cidade tem uma cor mais acizentada, e, surpreendemente, oferece menos terraçosdo que o clima seco levaria a supor. Na parte antiga, quase todas as casas são de não mais de três ou quatro pisos.

Segóvia está situada a uns 110 quilómetros a norte de Madrid para lá dos primeiros contornos da serra de Guadarrama. Devido á sua arquitectura urbana antiga e bem conservada, eao seu aqueduto, também é patromónio protegido [para os habitantes de Lisboa, devodizer que o aqueduto de Lisboa é maior, e mais impressionante do que o de Segóvia]. O tomde cor das construções é muito semelhante ao de Toledo: uma pedra amarelo-acastanhado,o que me faz concluir que deveser este o tom normal das construções nesta zona da Península Ibérica.

*Diferenças entre espanhóis e portugueses
Apesar da proximidade e da herança comum que une os Ibéricos, há vários hábitos de vida que são diferentes entre os portugueses e espanhóis.

Um deles é o da vida na rua. De uma maneira geral, os Espanhoís têm mais o hábito de fazeremsua vida social na rua, nas imediações de sua casa ou no seu bairro, de preferência, enquanto que os portugueses fazem a sua vida mais entre portas.

Quanto a vida noturna, há a tendência para ficar em casa durante as horas de sesta, no Verão, pois em geral as lojas e cafés estão fechados. Depois, pelas seis ou sete começam a sair, e mantém-se a passear pela rua, até ás 21:00, quando as lojas fecham. Em seguida reunem-se em cafés ou restaurantes, que se mantêm abertos até tarde (pelo menos meia-noite). Parece-mehaver mais cafés na rua, e mais gente neles do que em Portugal.

As festas urbanas nocturnas parecem ser em tudo iguais ás portuguesas: música em altifalantespela rua; muitas bebidas à venda em cafés ou em stands montados (principamente durante as festas), e servidas em copos de plástico; casais ou mesmo famílias inteiras que passeiam pela rua simplesmente a conversar. Não creio que os espanhóis falem mais ou mais alto do que osportugueses, mas aqui existe mais a tendência para a vida social.

*Passeio pela serra de Navacerrada:
A norte de Madrid, a apenas uma hora de caminho de carro, situa-se uma formação rochosa do Sistema Central, que faz parte do massiço rochoso central da Península Ibérica. A parte que se situa na zona de Madrid é composta por quatro zonas rochosas destintas, entre as quais a Serra de Guadarrama, a Sierra de Gredos (mais a Sul, perto de Ávila) e Sierra de Ayllón (Guadalajana).

Por abuso de linguagem, e devido à proximidade das localidades de Navacerrada e Puerto de Navacerrada, um dos conjuntos de montes é chamado de Serra de Navacerrada (Zona da Serra deGuadarrama). Foi nesta zona montanhosa em que, no passado dia 10 de Setembro, estive a passeardurante um agradável mas esforçado dia.

O meu colega Carlos, bolseiro de doutoramento aqui do CIEMAT [nota: a situação é igualà do INETI], tem por hábito esporádico, com um grupo de amigos, efectuar marchas pela serra.Pude participar num desses passeios no fim-de-semana passado, que se perlongou pela serra de Navacerrada fora. Percorremos o cume da pequena cordilheira chamada de "Siete Picos", admirando a magnífica vista dos vários lados da Serra: para norte víamos a planícia onde estaria Segóvia, a sul as várias povoações até avistarmos Madrid. Na nossa pequena excursão chegámos ao ponto de2100 metros de altitude, com um consequente frio, vento, desconforto e completa mudança decondições climáticas da abafada e quente capital. Gastei um rolo não-digital em fotografias nas várias vistas do cume.

*Regresso do Outono
O clima aqui em Madrid mudou nas últimas semanas. Não existe dúvida quanto a isso. O encurtamentodos dias levou a um abaixamento de temperatura, que se começiou a fazer sentir mais há duas semanas - produnzindo um choque para os muitos madrilenos que voltavam de férias. Depois dessesdias começou a fazer mais frio, choveu, e depois o calor voltou a aparecer. Neste momento o arestá seco e frio, a fazer lembrar os invernos de Lisboa (mas sem o vento, felizmente). Já me disseram que deverá chover em Outubro/Novembro e fazer frio no Mês natalício.

Esta chuva seria bem-vinda, já que ainda não pararam os anúncios a incentivar a poupança de água (que deveriam ser mostrados ao longo de todo ano, e não só agora) e os avisos de que asalbufeiras para abastecimento das populações estão com menos de metade da quantidade normal deágua. Se não chover poderá começara haver racionamento de água.

O regresso do Outono implica também o regresso ao trabalho e á escola. Houve já notícias sobreos novos livros escolares, o seu conteúdo e o seu preço. Em Espanha os livros do escolar básicosão gratuitos, e não pode haver mudança de manuais de liceu pelo menos três anos (embora hajaevolução do preço nestes).

*Vários:
Como o INETI e o IST, também o CIEMAT tem uma cantina ("comedor") que serve almoços, no Verão,entre as 14:30 e as 15:00. O objectivo deste horário aparentemente absurdo é o de que, duranteo Verão, os empregados entrem o mais cedo possível (pelas 08:00) e saiam a partir do tarde. Na realidade, alguns aproveitam para ir comer a casa e ficar lá (especialmente à sexta-feira), e outros ainda ficam a trabalhar durante a tarde. Este horário de trabalho, e também de cantina, já acabou na sexta-feira passada. A partir de agora vigora o mais normal horário de Inverno, das 12:00 às 14:00.

Tenho tentado repartir o meu tempo de almoço por entre os vários grupos de pessoas com que tenho contacto aqui no CIEMAT: digamos que posso dividir as pessoas em dois grupos: o do grupo de eólica, que reúne os mais graduados, mais antigos, doctorados investigadores (entreos quais se encontra o meu chefe, Ignacio Cruz); e o grupo dos menos graduados, mais novos, quase todos (aliás, mesmo todos) a efctuar o seu doutoramento no CIEMAT com bolsas variadas. Asua situação profissional tem muitos pontos em comum com os doutorandos em Portugal, no que serefere a estabilidade, descontos, precaridade, etc... Tal como em Portugal, existe uma associação em representação deste grupo laboral, a PRECARIOS (www.precarios.org).

*Limpeza de correio electrónico:
Durante os passados dois meses, nos intervalos entre trabalho, recomecei a gerir a minha caixade e-mail da yahoo. Mas esta história tem outro início.

Quando escolhi o mail gratuito do Yahoo, em 1998 ou 1999, que ainda utilizo, esta caixa virtualtinha a capacidade de 6 MB, algo considerável na altura (em meu entender). Em alternativa, eraproposta uma capacidade de 25 MB, e algumas outras vantagens, pela módica quantia de 50$ por ano(se a memória não me falha). Estas duas capacidade mantiveram-se constantes durant vários anos.O seu valor permitia armazenar uma quantidade numerosa de mensagens e ficheiros de texto simples,mas tendia rapidamente a atingir o limite quando recebia apresentações, fotografias (era o início do tempo áureo das máquinas fotográficas digitais, lembram-se?), executáveis ou outrosficheiros igualmente volumosos. Por duas vezes tive a minha caixa de correio totalmente preenchida, com o aviso de que não receberia mais nada até a esvaziar, e por uma vez tive deintervir, para que uma pessoa amiga parasse de me enviar fotografias (muito bonitas, aliás).

Ora esta capacidade aumentou subitamente, não há muito tempo atrás, para 15 MB. Esta situação permitia um pouco mais de conforto na quantidade de informação recebida, sem descurar umacerta vigilância. Mas o grande passo veio umas semanas depois, com uma capacidade (gratuita) de100 MB. Isto permitia uma gestão muito mais descontraída dos ficheiros, que fui deixando estar.Mesmo a quantidade máxima de informação que alguma vez deixei numa caixa de correio não chegou a60 % daquele valor.

A verdadeira surpresa, no entanto, veio com a súbita e não avisada passagem da capacidade para 250 MB,durante uns dias e depois para 1 GB! Muito mais espaço do que poderia alguma vez usar - mesmo agora a quantidade de ficheiros oscila entre os 3% e os 4% daquele valor.
E onde quero chegar com este longo ponto e as referências todas que estou a fazer? Que, quando tomei em mãos a tarefa sistemática de ir passando as mensagens e ficheiros anexos, apagando-osdo espaço virtual e guardando-os no meu computador, (pois nem sempre tenho acesso à internet, nem quero estar a pagar contas telefónicas absurdamente elevadas, mas electricidade é uma comodidade que não custuma faltar), verifiquei que tinha umas centenas de mensagens guardadas,algumas delas de há mais de um ano. Três directórios em especial estavam bem providos: a caixade entrada; a referente a mensagens do mestrado; e a dos "Outros", onde guardo o que não está delimitado por nenhum tema específico. O objectivo é eventualmente conter no meu próprio disco todas as informações antigas.

*P.S.Hoje mudou o horário da cantina. Só me lembrei porque a pessoa que me custuma emprestar o cartão para comer me avisou. A partir de oje o horário normal é das 12-14.

Monday, July 04, 2005

Madrid, 4th July 2005

Dear all:
A few more days, and a few more news and impressions. This time I'll start with the chronicle of the days spent in Portugal, where I was last week. Then I'll add more impressions regarding mystay in the spanish capital.

*Trip to Portual: I was in Portugal from the 23rd to the 26th June. I did once again the trip by train, but thistime in a bed and not seated. It is prefereable, as one can sleep for a while, and in a betterposition. I recomend it to everyone that would like to do this particullary trip. The objectives of this particular trip were several: to work in the Padre Himalaya Contest, to get some books and papers from Lisbon, trying to fix my portable computer, and trying to run away from the furnace-like heat of Madrid.
So:
Papers and Books: when I came back from Geramany, the documents, papers and books that I hada cumulated during my stay had unmercifully accumulated on the shelfs of my small bookshelf. A drastic selection reduced the papers to bring to less than half, and a desorganized pile of papers to recicle. Unfortunately, taking account also with the other books, dossiers, lamps, CDs and other several objects, I saw that the combined volume of both my suitcases would not be enouth. So, I made a selection of objects (mostly papers, due to the their high volumic mass), I loaded them into two boxes and I sent them to Lisbon by mail, so I would not have to pay an overcharge in the airport - and that was assuming that they would allow me to take 2 suitcases, by backpack, a big Handpack and my portable computer. However, it seems that the german mail is not very efficient: three weeks went by before the two boxes were available in my mail stations. I had put there most of my documents and material. That was what I went back to pick up and bring with me to Madrid. My briefcase was almost empty when I went from Madrid to Lisbon. When I went back, it was almost bursting with the material I was taking with me.

*Computer: I would like to thank all the informations and practical help that I was offered, to try to solve the problem of spyware in my computer. However, despit all the material that was load and copied, the program stubernly did not desapear, and my computer was keeping sending messages like: "Your computer has a virus! Nuclear alert! Load the necessary software! Biohazard war alert! Updateyour anti-virus!", etc. etc, everytime I wold open a programme as dangerous as solitary game. I finally had enouth and decided to format my hard drive. To format it, I sarted by trying to use two CDs with copited O.S., lend by two friends that I would like to thank a lot (and whose names, for obvious reasons, I cannot state here), but that did not work: it seems that my computer only accepts its own CDs, with the original factory material, that I eventually used, after wasting several hours. After formating, I stated to installall basic and not-so-basic programs, update the information, etc... Unfortunatelly, several precautions were not taken, and I lost some of the most recent information (mainly chronicles andseveral photos), but I hope to retrieve it soon. Anyway, I finally have the computer in working conditions.

*Contest Padre Himalaya:
Note: The following information is also available, in portuguese, in the web site to the Portuguese Socitety forsolar Energy (SPES), or the one of Ciência viva [both in portuguese]: www.spes.pt www.cienciaviva.pt

Manuel antónio Gomes was born in Arcos de Valdevez in 1868, having studied in a seminary, andbecome a priest in 1891. Due to his huge hight, he got the nickname of "Padre Himalaya" ("Priest Himalaya"). He was a man of science, and developed work in concentration of Solar energy, to achieve high temperatures. Among other objectives, he wanted to try the sintetization of Nitrogen to be able to produce fertilizers, to help agriculture. One of his inventions got he Great Prizein the Universal Exposition of 1904, in St. Louis: it was a solar concentrator that could get temperatures up to 3500 ºC. Besides that, was a defensor in the sustainable development and use of renewable energies, until his death in 1933.

SPES organized, in 2004, a scholl contest all over Portugal, to the promotion of solar energy.This happened again this year, and with many more registrations. Depending on the age of the participants, what the teams had to do was different:
- construction of a solar clock;
- construction of a solar oven;
- construction of a pv-powered model car: 11-14 years: 63 diferent teams;
- Construction of a solar thermal systems for water: 15-17years: there were 21 registrations, but only 9 eventually showed up with their projects.
- presentation of solar energy in buildings: university level, 3 projects;
- free work: in this theme anyone could present any work whatsoever. I talked at leght with a team that developed a tracking solar colecter and deposit (only for about 1 litter).

All the teams prepared beforehand these projects, and they were evaluatd in the contest, in the diferent categories witten above. I integrated the part of control ant test of the solar thermal collectors, amoung other five people. Actually, this work started the day before, with a reunion of all the jury and deputies, to discuss what to do and when. After that, Ana and myself prepared sme EXCEL sheets for posteriorcalculations, for I knew by the previous year experience that the more we tooke care of that beforehand, the better. The worst part of galncing frenquently at the sky and wonder whether we would have good conditions the day after (it was cloudy that day, and the forecast was alsofor clouds)...

However, the day of the contest, saturday 25th June, started off with only a small clouds thatwould not affect the overall radiation. We were actually very lucky with the weather, for the rest of the days were fresh and covered! But, due to the clouds, we had to continuously measure the radiation (by hand, as we had no data storage devices) for the correct alculations to be preformed. But actually in the field everything went all right, maybe better than the previos year, forwe had more experience on what to do and how to monitor and counsel. As during the previous yar, one of the teams did not breing a water deposit, and had to improvise one on the spur ofthe moment. Also as in the previous year, the all contest starte late, due to last-minute problems of some groups to assembe the parts of the systems (also one the teams arrived fifteen minutes after the start, and was able to prepare everything in a record time).

Unfortunately, there were also problems during the prove itself, mostly water losses from theprimary circuits (the connections were not completely water-proof). Three teams had them, and wielded poor results. The four best teams (by far) shared the podium and an honorably mention. After the tension of the contest, having recieved, couseled, measured and monitored allthe thermal systems and teams, and the results were ready, it was time for some relaxation, talk, see the PV powered car models, talk and meet new and old aquitances, and talk at length with one of the teams that had entered the contest: their members showed me several photographs, files and other files of industrial design and small movies regardng the construction: it was already a semi-professional project. They also showed me the project thathad be developed for the free theme: a thermal collector with a tracking system, fed by a PVpannel. And after the prizes, the speeches (booooring....), and meet with several friends, packing things up, I just stod by in the space (Parque das Nações, Lisboa), enjoying the sun, the good wheather and the calm, and break of tension... finally...

The next days have no particular history: I was out for the sunday, and monday I just stayed at house, trying to connect my computer to the internet, but without sucess... Then cathingthe train back to Madrid, back to work... back to the heat...

*Climate in Madrid: I believe that Spain got some of the nice weather from Portugal. At least the sky was morecloudy, the temperature went down a little and the air was less heavy. However, since that day, weather conditions have steadly changed to a hotter air, dryer air, with no wind tomake it more bearable. There are now warnings printed a little everywhere: use a hat, drink water, stay in the shade, bath periodically. There are also tv warnings stating that: "The spontaneous fires do not exist": that is, there is always a cause for the fire, and it is usually us. And therewas a headline in one of the newspapers writting about a supposed plan for the division anddestributiion of the available water, as well as racioning, in some communities, and thathas not the approval of everybody.

*Museums: The return to Madrid meant to be able to use all its commodities. About a month ago, during my first weekend here, I cold apreciate the spanish art in the Museum Rainha sofia (freeentrance saturdays afternoon). Amoung other paintings and sculptures of Salvador Dalí, Pablo Picasso and Miró, I could watch the "Guernica". It was not difficult to find it, due to thenumber of visitors wathing it,and a vigilant specifically placed for the painting. At firstglance it does not seem to uphold to its fame. And, during the past Sunday, I once agains desguised myself as a tourist, and went for a quick visit to the Prado Museum, to look at Velazques and many other great artists. After that there are still a lot of cultural references to go by, but one thing at a time.

Madrid, 4 de Julho de 2005

Madrid, 3 e 4 de Julho de 2005

Caros todos:
Mais uns dias e mais algumas notícias e impressões. Desta vez começo com um relato dos dias emPortugal, onde estive na semana anterior. Só depois adiciono algumas mais impressões da minhaestadia na cabital espanhola.

*Viagem a Portugal: Estive em Portugal desde 23 a 26 de Junho, inclusive. Voltei a efectuar a viagem de comboio, mas desta vez numa cama e não sentado. É preferível, pois pode-se dormir mais tempo, e em melhor posição.Recomendo a todos que quiserem efectuar esta viagem. Como contei a alguns, os objectivos da viagem eram vários: ir trabalhar no concurso PadreHimalaya, buscar livros e papeis esquecidos, tentar arranjar o meu portátil, e tentar fugir ao calor abrasador que se estava a viver em Madrid.

Assim sendo:
-Papeis: quando vim da Alemanha, os documentos e livros acumulados durante os oito meses passados por essas terras amontovam-se inoxeravelmente nas estantes do meu pequeno armário. Uma selecção drástica fez reduzir para menos de metade a quantidade de papel a trazer, e uma pilha informe para levar para a reciclagem. Infelizmente, contando com os restantes livros, dossiers, lâmpadas, CDs e outros variados objectos, percebi que o volume das minhas duas malas (!) não seria suficiente.

Assim, efectuei uma selecção de objectos (maioritariamente papeis, devido à sua massa volúmica elevada), meti-os em duas caixas e envia-os para Lisboa por correio, para não ter que pagar uma bruta sobretaxa no aeroporto - e isto supondo que mas deixariam levar, em adição a uma mochila, um saco de viagem cheio e um computador portátil. No entanto, parece que os correios alemães não são tão eficientes quanto isso: passaram umas três semanas até que as duas caixas estivessem disponíveis na estação de correios de Lisboa. Neles vinham a maioria (praticamente todos) os meus apontamentos e CDs de informação e material. Foi isso que fui buscar. A mala que levei, quase vazia na ida, gemia agora com o esforço de levar uns bons quilos a mais.

Computador:
Desde já quero novamente agradecer as informações e ajudas práticas de todos vós, para a resolução do meu problema de spyware. Todavia, apesar de todo o material carregado e copiado, o dito programa teimava em não desaparecer completamente, e o meu computador teimava em me enviar repetidas mensagens de "O seu computador tem um vírus! Alerta nuclear! Descarregue o software necessário! Alerta de guerra biológica! Actualize o seu anti-vírus!" etc, etc, sempre que abria um programa tão absolutamente perigoso como o solitário. Acabei por me fartar e decidir formataro disco.

Para o formatar comecei por tentar utilizar dois discos de S.O. fornecidos por amigos a quem muito agradeço (e que por razões óbvias não posso nomear aqui), mas que não funcionaram: aparentemente o meu computador apenas aceita os seus próprios discos originais, de fábrica, que acabei por usar em desespero de causa, e após gastar várias horas. Após a formatação, tratou-se de instalar osprograms básicos e menos básicos, actualizar a informação, etc. Infelizmente, precauções não tomadas fizeram-me perder alguma informação mais recente, mas espero puder reaver a mais importante em breve. Em todo o caso, agora estou com o computador já a funcionar mais ou menos normalmente.

*Concurso Padre Himalaya.

Nota: as informações mais gerais podem ser vistas no site da Sociedade Portuguesa de Energia Solar, ou no da Ciência Viva: http://www.spes.pt/ http://www.cienciaviva.pt/ (??)

Manuel António Gomes nasceu em Arcos de Valdevez em 1868, tendo estudado num seminário e sidoordenado padre em 1891. Devido à sua elevada estatura, tinha a alcunha de padre Himalaya. Foi umhomem de ciência, que desenvolveu trabalho em energia e concentração de energia solar para a obtenção de altas temperaturas. Entre outros objectivos, pretendia tentar a sintetização de azoto para a produção de fertilizantes em larga escala, para ajudar a agricultura. Uma das suas invenções obteve o grande prémio na Exposição Universal de St. Louis, em 1904: tratava-se de umconcentrador solar que podia obter temperaturas da ordem de 3500 ºC. Para além disso, foi tambémdefensor do desenvolvimento sustentável e da utilização em geral das energias renováveis, até àsua morte em 1933. [nota: mais informação pode ser encontrada no site da SPES ou na revista ENERGIA SOLAR, nº 54, Janeiro-Junho 2004]

A SPES organizou, em 2004, um concurso escolar a nível nacional, para a promoção da energiasolar. Isso voltou a acontecer este ano, desta vez com bastantes mais inscrições: 18 para a construção de um relógio solar; 21 equipes apara aconstrução de um forno solar; 63 (!!) equipespara a apresentação de um carrinho solar fotovoltaico (tinham estado 17 no ano passado); 23 paraa apresentação de sistema solar para aquecimento de água (infelizmente apenas 9 grupos apareceram).Houve mais duas divisões do que o ano passado: desenho de um edifício solar (escalão para universitários, 3 equipes inscritas), e um tema totalmente livre (23 inscrições).

Para mim, o trabalho do concurso começou no dia anterior, com uma reunião, no INETI, com algunsdos membros do júri e outros comissários, para discutir o que fazer e como. Depois disso a Ana Neves e eu estivemos a preparar algumas folhas de cálculo para futuras contas inevitáveis, que seteriam de efectuar no dia seguinte. Da minha experiência, quanto mais cedo se tratasse disso melhor. A pior parte do dia foi passada a olhar para o céu e a perguntar-nos se as nuvens aindaestariam presentes no dia seguinte. se iso acontecesse, podíamos dizer adeus ao concurso...

Todavia, o dia do evento, sábado, 25 de Junho, amanheceu com uma neblusidade esporádica que acabou por não afectar em muito a quantidade total de radiação. Posso dizer que tivemos muitasorte com o tempo, uma vez que fez sol exactamente no dia em que mais precisávamos dele, e uma abençoada frescura nos outros dias! O único problema disto foi que o valor de radiação teve deser medido continuamente (ou tanto quanto possível) para se puderem efectuar cálculos correctos. No terreno, em geral tudo bem, talvez melhor que no ano passado, pois já tínhamos mais experiência do que fazer e aconselhar. Tal como no ano passado, um grupo não trouxe um depósito deágua, que teve de ser improvisado. Tal como no ano passado, o concurso começou atrasado na partedos colectores, devido a problemas de última hora para montar, por algmas equipes (uma das equipeschegou um quarto de hora depois do tempo marcado para o início, e comsegui montar tudo em tempo recorde). Infelizmente, pelo menos três dos grupos tiveram probelmas com os seus equipamentos,pricipalmente fugas de água ou formação de bolhas de ar o cicuito primário. Isto levou à necessidade de arranjos de emergência e, na maioria dos casos, bastante perda de eficiência. Osmelhores resultados foram para quatro equipes, que partilharam uma menção honrosa e os trêsprimeiros lugares.

Depois da tensão do concurso, a receber, aconselhar, medir e controlar (tivemos de efectuardois grupos de medições para conseguir efectuá-las em tempo útil), e de os resultados estarem calculados, foi tempo de alguma descontração, ver uma das corridas entre os carrinhos fotovoltaicos, falar com velhos e novos conhecidos, e também falar com uma das equipes que tinhaapresentado o seu colector. Os membros estiveram a mostrar-me fotografias, ficheiros de desenho gráfico e filmes sobre a sua construção: tratou-se mesmo de um projecto semi-profissional. Tambémme mostraram o que tinham efectuado para o tema livre: um sistema solar térmico, mas com um seguidor montado, alimentado com um sistema fotovoltaico.

Quanto a recinto do concurso, que mais uma vez foi na EXPO: em geral, estava mais gente a circular e a ver, mas pouco tempo tive para apreciar o que quer que fosse nessa altura. Por fim foi a entrega de prémios. Estive a voltar a ver e falar com várias velhas amigas que apareceram inesperadamente. Por fim, após um discurso de despedida particularmente aborrecido, acabou o evento e houve as despedidas... Apenas me deixei ficar para passar um bom tempo no parquedas Nacoes, a descontrair-me... O dia estava calmo, com bom tempo, havia o silêncio do rio, tudotinha mais ou menos funcionado... E assim acabou para mim o dia do concurso Padre Himalaya 2005.

*Depois: Os dias seguintes pouco têm a relatar. Domingo estive fora de Lisboa, e na segunda-feira estive a maior parte do tempo a tentar ligar o computador de casa á internet, depois de o ter ido buscar do arranjo. Depois foi uma questão de apanhar o comboio de volta a Madrid... de volta ao trabalho...de volta ao calor... de volta durante mais um mês...!!

*Clima em Madrid: Creio que Espanha também beneficiou do relativo tempo clemente que esteve em Portugal desde 22 a 27 de Junho. Pelo menos o céu esteve mais coberto, a temperatura mais baixa e o ar menos pesado do que estavam quando me tinha ido. Todavia, desde esse dia que as condições se têm inoxeravelmente mudado novamente para ar mais quente, mais seco, sem vento para o tornar suportável.

Agora estão a ser afixados cartazes com conselhos para ajudar a proteger do calor: use chapéu,beba líquidos, mantenha a pele fresca, fique em lugar frescos. Há também anúncios a aparecer natelevisão, com o simples slogan: "Os fogos gratuitos não existem": isto é, existe sempre uma causa, e somos nós a causa, em geral. Por fim, um dos cabeçalhos do jornais de uns dias atrásera um suposto plano do governo espanhol para a divisão e racionamente de água e recursos, para este Verão, que não está a receber o apoio de todos. Por agora não tenho falta de água.

*Museus: A volta a Madrid significa voltar a poder usufruir desta cidade. Há perto de um mês, no meuprimeiro fim de semana aqui, pude apreciar a arte espanhola no Museu Rainha Sofia (gratuito aossábados à tarde). Entre outros quadros e esculturas de Dalí, Picasso e Miró, pude apreciar o "Guarnica". Não foi difícil encontrá-lo, dado do número de visitantes a olhá-lo e um vigilante colocado expressamente para o vigiar. Devo dizer que, visto ao pé, não parece fazer jus á famaque traz. E, no passado Domingo, voltei a disfarçar-me de turista e a vistar rapidamente o Museu do Prado. Digo rapidamente proque serão necessárias várias visitas apra o apreciar devidamente. Pude,todavia, dar uma visa de olhos rápida por pintura europeia do renascimento e Barroco. Entre osquadros pude ver as "Meninas", de Velazques. Soube também, mais tarde, que o nome português derivado facto de algumas das damas de companhia pintadas no quadro serem de origem portuguesa.

*Jornais gratuitos em Madrid Existem vários jornais gratuitos: "Metro", "24 Horas", "Qué!", "Ahora" (este vespertino). Os doisprimeiros são distribuidos por jovens à porta do metro, em geral. O "Quél está á disposição em grades perto de cafés e outro locais públicos. O "Ahora" é distribuído á tarde, em geral tambémperto do metro.

Estes jornais, em geral, são mais pequenos do que os pagos, com notícias mais curtas. Todavia cobrem os mesmos assuntos: nacional, política, sociedade, artes e cultura. Têm, em geral, também uma secção de opinião e publicam correio de leitores, O âmbito é nacional, menos o do "metro", que cobre sobretudo a área de Madrid. Como estes jornais não são pagos, e são tomados em geral de manhã, na ida para o trabalho, é um bom hábito lê-lo e depois deixá-lo no local (mas sem que seja considerado lixo), para outros também o lerem.

*Eleições para os Jogos Olímpicos de 2012 Madrid, Nova York, Londres, Paris e Moscovo estão em competição para serem a cidade anfitriã destes jogos. A decisão será tomada no próximo dia 6. Na televisão e no jornal multiplicam-se osprogramas e notícias para publicitar o acontecimento. Ignoro como é o ambiente nas outras cidades, mas aqui parece que Madrid já foi a escolhida (uhm...) e será a natural vencedora. Veremos...

E com este último registo me despeço. Espero que todos estejam bem. Mando abraços e beijossegundo o critério habitual. Para os que ainda não vão de férias e sofrem com o calor, informo que de certeza qu não estão melhor do que eu que tenho de esperar pelas duas da madrugada para puder sair á rua sem suar.

Tuesday, June 07, 2005

Madrid, 7th June 2005

Hello everybody. Here is the first message from Madrid, written between 4 and 7 of June 2005. I am writting this text in my new home, where I'll be staying during the next six months. The adress is:

João Paulo Costa
Calle Emilio Ferrari, 38 B, 2º C
28017 MadridEspaña

This house is situated in the center-east zone of Madrid, near a underground station with two lines. The street is formed by small buildings three or four stories high. In our house there are three rooms,a kitchen , a living room a nd a bathroom. I spend around 45 minutes to gt to the CIEMAT.

[note: the underground in Madrid is formed by around 160 stations, served by a net of 12 lines, one of them specifically for the airport. there is also a station just near the railroad station of Chamartin].

*Trip:for anybody interested: there is a daily train that makes the connection Lisbon-Madrid. Its name isLusitânia Expresso, leaves at 22:01 from Santa Apolónia (Lisbon), to get to Chamartin (Madrid)at 08:40. It stops by in a dozen stations on its way. This was the train that I got last wednesday, traying tosleep in a sitting place, something that was almost impossible. Maybe I'll try to reserve a bed in future trips.

First Note: an australian man that was seated in the row just next to me (we were both on the aisle) had put its railway ticket between the chair structure and the pillows. however, when the train startedto move, the bouncing movements made the ticket fall just between those to structures, becaming this ticket impossible to retrieve and show to the train inspectors. One of the train employees tryed to reach the ticket but could not. Eventually they gave up trying, but were courtous enouth not to charge another passage.

Second note: just before the train leavs, a young couple quikly run to the end of the wagon, where there was a unocupied bathroom, and did not get out until the train leaves. Unfortunately for them,one of the tickets inpector was very insistent in verifing why the bathroom door was locked. A while later the couple was discouvered and escorte back to a place near the door, and thrown out the next station (still in Portugal).

*Madrid: so far this sity has not made a huge impression on me. However, as of this writting I have not seen muchbeyond some innhabitant places, while i was lookng for a place to live. Last sunday I visited the bookfair, that took place in Parque do Retiro, a very nice park right in the center of Madrid: this park is huge. It has trees, gardens, a enourmous artificial lake (where dozens of small boats can be rented), several paths, under the sun or shade, low buildings. There are also several cafes, street vendors - that sell from sunday snacks to illegal movie DVDs. Also present are paintors: of portraits, humurous portraits, normal and phantastic landscape. Just next to them are the statue-men and also fortune-tellers: some respectable-looking ladies and men sitting just by some tables, with decks of Tarot cards,stes of stones and other objects, that charge 10 euros to read your future.

*D. Quixote de la Mancha: Maybe due to the birth or death of the author, Miguel de Cervantes, or due to the publication date. But right now there are dozens of references to this character and book almost everywhere. In the book far, naturally, several stands presented different edtions of the books, fromthe very simple to the luxury ones, covered with leder and with lots of footnotes. Besides, yesterday,in the television, two people were reading from this book, in a program that was something like "ten minutes of reading a day".

*The project:After two conversations with Ignacio Cruz, during the week of 23 to 29th May, I could establish the mainlines of the project, inlcuding what should be done, wh what schedulles, etc. At the time I was here fora brief visit of two days, and left in a bad mood, with too much heat, hating the constant worries andrunning around to get this nad asking myself whether I had done the right decision. At least I had a project.

This will take place during the next six months, finishing (I hope) around the end of November. It is about the development if a control strategy to an hybrid system: what to do to make sure that we getthe most possible energy? Or to get the longest lifetime? Or the least possible polution? etc...

For that, I am, for the time being, dewlving into papers that deal about energy systems control, which should take me a while until I get a clear picture of what to do and how.

*News: During the last couple of days the news have been mainly about two things: (1) the vitory of the spanish tennis player Nadal in the Roland Garros, being only 19 years old - one of the daily newspapers published aphotograph of the player being complimented by the King Juan Carlos, with the headline "Spain has twokings", and (2) the fact that Madrid is a candidate city for the olympic summer games of 2012: there are banners everywhere in the city to support that decision, an already a celebration went on, for wich one of the big avenues had to be temporarely closed (I only knew about this by the TV news). The decision is to be made whithin a month.

*Last small considerations regarding Germany
- Punks, dogs and beggars: I read somewhere that the punk movement originated in Germany. In Kasel I could see several groups of punks, almost always with one of more dogs, in the street begging. Despitetheir marginal loks, they did not seem violent nor a huge menace.
- Open sky: One of the things I miss the most is the open sky views and trees everywhere, as they were in Germany. In the nordic countries, the Sun i precious and rare: therefore the windows are huge and thestreets open and large, for the light to go in. In Spain, where the Sun burns, the natural light entrances are rather narrow.
- Nice climate: In retrospective, my stay in german lands was done with exeptionsl good weather: almostno rain in Oldenburg (which was excelent, for we had to ride the byke constantly), and only some snow.We'll see whether the climate in Spain is also nice, in its dryness, high radiation level and heat.

*first differences observed between Spain and Germany:
1- climate: it' hotter in Madrid that there ever was in Kassel or Oldenburg.
2- It' really hotter in Madrid that there ever was in Kassel or Oldenburg.
3- It' really really hotter in Madrid that there ever was in Kassel or Oldenburg.
Allow me to explain: here in Madrid, during the morning, there is still a fresh wind, as in Lisbon afresh wind comes from the river Tejo and the sea. Madrid seems to be only built by concrete buildings,reflecting sufaces and not many trees.
4- Trash: like their iberic cousins, also the spanish seem to lack the streght of will to put the trashobjects into the correct containers. This is visible almost everywhere I went.
5- Working hours: sevral stores ("tiendas"), though not all, close during the worst heat hours (betweenmidday or two o'clock and three to five), and reopen again from that time until about eight or nine o'clock. Cafes, on the other hand, open later but stay open until ten pm or even later. However thereis not much noise in the street. After having been used to store hours in Germany, I'll have to mentally reorganize to a complete different schedulle.
6 - Telephones: as in Germany, there a re several stores that sell phone cards and internet times. LikeGermany, they seem to be managed mostly by emigrants: here in Germany they are motly from South America.However, the cabins present inside the shops work in a different way: the costummers cannot use their cards to phone form there (!!!!!!!), but must take it to a normal payphone or used a domestic one. MaybeI just got a not vey honest shop. With more explorations, I'll know more...

With this news I say goodbye, and until my next post. Greetings to all!